Caio Cunha e Mara Bertaiolli têm propagandas suspensas pela Justiça
Candidatos tiveram que remover vídeos das redes sociais e do programa eleitoral sob pena de multa em ambos os casos
30/09/2024 11h15, Atualizado há 18 meses
Caio Cunha e Mara Bertaiolli | Reprodução/Rede sociais
Na reta final das eleições municipais de 2024, com o primeiro pleito realizado no próximo domingo (6), Caio Cunha (Pode) e Mara Bertaiolli (PL) acionaram a Justiça, um contra o outro. Como consequência, ambos tiveram, sob pena de multa, vídeos e propagandas retirados de circulação.
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No primeiro caso, a Justiça Eleitoral interrompeu a veiculação de “notícias falsas” nos programas eleitorais de Mara Bertaiolli. Com multa diária de R$ 10 mil, a decisão obriga a candidata a não fazer novas inserções sobre os temas relacionados às obras da “rotatória do Habib’s” até a conclusão definitiva do processo.
Já no segundo caso, com os papéis trocados, a Justiça determinou que Caio Cunha derrubasse uma publicação, veiculada nas redes sociais, sobre a adversária. A decisão também correu sob pena de multa, mas sem valor fixado pela magistrada.
Disputa nas urnas e na Justiça
Esses são mais dois casos da briga na Justiça que Caio Cunha e Mara Bertaiolli vêm travando desde o início do processo eleitoral, em junho deste ano, quando o União Brasil – que compõe a chapa da candidata do PL – acionou o Judiciário sob a alegação de que o Podemos estaria fazendo propaganda antecipada para Caio Cunha. Na época, o prefeito chegou a usar as redes sociais para comentar o caso.
Pouco tempo depois – e após ser processado por outro partido da coligação da adversária – foi a vez de Mara Bertaiolli ser pressionada pela Justiça, também sob a acusação de propaganda eleitoral antecipada.
Durante os entraves dos dois candidatos, o apresentador Luiz Bacci, do programa “Cidade Alerta”, também acabou multado pela Justiça por publicar sobre as eleições de Mogi das Cruzes. Bacci havia divulgado uma suposta pesquisa que apontava Mara na liderança da disputa, mas sem atender à metodologia estipulada por lei para tal.
O embate não terminou por aí. A Justiça continuou – e continua – sendo acionada pelos dois postulantes contra os adversários e seus apoiadores: em agosto, além da Mara, os vereadores Farofa (PL) e Zé Luiz (PL) também foram condenados por propaganda eleitoral antecipada.
O que dizem os citados
As campanhas de Caio Cunha e Mara Bertaiolli foram procuradas pela redação do O Diário e questionadas sobre as decisões mais recentes da Justiça. Seguem as notas encaminhadas pelas assessorias:
Nota de Caio Cunha:
“A assessoria do candidato à reeleição pela coligação “Coragem Para Fazer a Diferença”, Caio Cunha, informa que tomou conhecimento da decisão, em caráter liminar, da Justiça Eleitoral e que já está recorrendo, uma vez que o conteúdo que a candidata do PL tenta impugnar se refere à vinculação da própria aos escândalos de corrupção de seu grupo político, ao qual ela mesma afirma pertencer em toda a sua propaganda. Defender-se de medidas judiciais não tem sido uma atividade rotineira na campanha do candidato à reeleição. Ao contrário do que ocorre com a adversária do PL, que já recorreu e perdeu todos os recursos em 15 ações por propaganda eleitoral irregular e fake news, que custaram à candidata R$ 75 mil em multas. Na mais recente decisão da Justiça Eleitoral, a candidata foi obrigada a tirar do ar três trechos de sua propaganda eleitoral no rádio e na televisão, contendo notícias falsas sobre a gestão de Caio Cunha”.
Nota de Mara Bertaiolli:
“O Departamento Jurídico da campanha de Mara Bertaiolli (PL) para a Prefeitura de Mogi das Cruzes esclarece que a decisão liminar da Justiça Eleitoral em questão está sujeita à revisão, uma vez que as medidas cabíveis no âmbito jurídico já foram tomadas.”