Câmara pede que secretário de habitação preste contas sobre reuniões do “Mogi, Meu Lar”
Vereadores alegaram que o programa está gerando uma “falsa expectativa” e que reuniões falam em “milhares de pessoas contempladas”, mas apenas 320 unidades foram liberadas
12/06/2024 12h05, Atualizado há 22 meses
Parlamentares não podem mais utilizar a expressão no início das sessões da Câmara de Mogi das Cruzes | Divulgação/CMMC
Os vereadores de Mogi das Cruzes aprovaram um requerimento verbal convidando o secretário municipal de Habitação Social e Regularização Fundiária, Carlos Lothar, para prestar contas sobre o programa “Mogi, Meu Lar”. O requerimento foi aprovado em sessão na tarde de ontem (11).
De autoria do vereador Iduigues Martins (PT), a solicitação pede esclarecimentos, principalmente, sobre as reuniões do programa que foram feitas no Cemforpe (Centro Municipal de Formação Pedagógica). Segundo o autor, os encontros têm promovido “falsa expectativa” entre a população”.
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“Estão acontecendo reuniões no Cemforpe que têm criado falsa expectativa nos munícipes sobre a casa própria. Está sendo falado que milhares de pessoas serão contempladas, mas isso não é verdade. As pessoas saem dessas reuniões achando que a casa própria está garantida. Esses encontros estão causando muita confusão na Cidade”.
Ainda na sessão, o vereador e presidente da Câmara, Francimário Vieira, o Farofa (PL), disse que uma reunião para debater o tema já está sendo negociada com o Executivo municipal. Ele ainda complementou, sugerindo que o superintendente da Caixa Econômica Federal e o secretário de Planejamento também sejam convidados.
“Também fui procurado por sete munícipes na semana passada. Pelo que eu soube, só existem 320 unidades habitacionais liberadas. Outros projetos deram entrada, mas ainda não foram analisados nem há previsão”, ressaltou Farofa.
O que diz a Prefeitura?
A Prefeitura de Mogi das Cruzes foi procurada pela redação do O Diário e, em nota, informou que o secretário municipal de Habitação Social, Carlos Lothar, “está à disposição para esclarecer todas as informações à Câmara Municipal.”
“A administração municipal lembra ainda a participação da Câmara Municipal para a aprovação da legislação que permite o incentivo à construção de novas moradias populares na cidade, um dos pilares do programa ‘Mogi, Meu Lar’, e reforça a importância da parceria entre os Poderes Executivo e Legislativo para trazer mais benefícios à população.”
Em relação ao número de unidades ofertadas pelo programa, a administração municipal informou que já concedeu o alvará para a construção das primeiras 324 unidades da faixa 1 na cidade e aguarda a assinatura do contrato entre a Caixa Federal e a construtora para o início das obras. Além disso, a nota destaca que há o pedido de aprovação em análise junto à Prefeitura para mais de 3 mil unidades da faixa 2, que contempla a faixa 1,5 estabelecida pelas diretrizes do programa “Mogi, Meu Lar”, criado pela Prefeitura e aprovado pela Câmara Municipal.