Brasil abre 313,9 mil empregos com carteira assinada no mês de setembro
A criação de empregos formais em setembro acelerou na comparação com o mês anterior, de acordo com dados do governo. O Brasil criou 313.902 vagas com carteira assinada no mês, ante 280,6 mil registradas em agosto. Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta terça-feira (26) pelo Ministério […]
26/10/2021 11h59, Atualizado há 688 meses
A criação de empregos formais em setembro acelerou na comparação com o mês anterior, de acordo com dados do governo. O Brasil criou 313.902 vagas com carteira assinada no mês, ante 280,6 mil registradas em agosto.
Os números são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e foram divulgados nesta terça-feira (26) pelo Ministério do Trabalho. Ao longo dos nove primeiros meses de 2021, o país registra a criação de 2.512.937 postos de trabalho.
O crescimento de setembro é fruto de 1,780 milhão de admissões e de 1,466 milhão de desligamentos. No acumulado do ano, foram registradas 14,877 milhões novas contratações e 12,364 milhões demissões.
O mercado de trabalho formal vem registrando forte recuperação desde julho de 2020 – a exceção foi dezembro, que teve saldo negativo, com tradicionalmente ocorre devido a contratações temporárias de fim de ano.
A geração de novas vagas no mercado formal é um reflexo da retomada da atividade econômica. Além disso, o programa de manutenção do emprego e renda (BEm), que permite a suspensão de contratos de trabalho e redução de jornada e salários, com um período subsequente de estabilidade no emprego, contribui para a manutenção desses postos.
Em setembro, o Caged registrou saldo positivo em todos os setores pesquisados. Mais um vez, o setor de serviços teve desempenho robusto e puxou a abertura de vagas: foram 143.418 postos. Na sequência, vêm indústria, com 76.169 postos, e comércio, com 60.809 vagas.
Os setores de construção civil e agricultura foram responsáveis pela criação de 24.513 empregos e 9.084 vagas, respectivamente.
Ainda de acordo com a pesquisa, todos os estados do país também registraram saldo positivo. Os melhores resultados foram obtidos por São Paulo (84.887 postos), Minas Gerais (29.029) e Pernambuco (25.732).
O resultado do Caged segue contrastando com o que mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) do IBGE. A última rodada, divulgada em setembro, apontava que a taxa de desemprego no Brasil foi de 13,7% no trimestre encerrado em julho.
A Pnad considera vagas formais e informais e apresenta dados trimestrais. Já as informações do Caged refletem números mensais apenas de empregos formais.
Enquanto a pesquisa do IBGE investiga todos os tipos de ocupação, nos mercados formal e informal, além de trabalhadores por conta própria e funcionários públicos, o Caged só considera aqueles que trabalham com carteira de trabalho assinada.