Enem 2026: como usar o ChatGPT nos estudos sem se tornar dependente da ferramenta
Com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) se aproximando, muitos estudantes têm incluído ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT, na rotina de preparação para a prova. A tecnologia pode ser uma grande aliada ao auxiliar na revisão de conteúdos, no esclarecimento de dúvidas, na criação de exercícios e na organização dos estudos. Apesar […]
04/08/2026 15h04, Atualizado há 0 horas
Com o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) se aproximando, muitos estudantes têm incluído ferramentas de inteligência artificial, como o ChatGPT, na rotina de preparação para a prova. A tecnologia pode ser uma grande aliada ao auxiliar na revisão de conteúdos, no esclarecimento de dúvidas, na criação de exercícios e na organização dos estudos.
Apesar de todas essas possibilidades, é importante que o recurso seja utilizado de forma equilibrada, para que não prejudique o desenvolvimento da autonomia e do pensamento crítico. Segundo Marcelo Moreno, professor do curso de Tecnologia da Informação da Faculdade Anhanguera, a inteligência artificial deve ser vista como uma ferramenta de apoio, e não como substituta do processo de aprendizagem.
“A IA pode facilitar a compreensão de conteúdos e tornar os estudos mais dinâmicos, mas o aprendizado acontece quando o estudante participa ativamente do processo. O ideal é usar a tecnologia para complementar os estudos, e não para pensar no lugar dele”, afirma.
Como usar o ChatGPT de forma produtiva
Entre as possibilidades de uso da ferramenta para auxiliar nos estudos para o Enem, estão a explicação de temas complexos, a criação de resumos, a elaboração de questões para revisão e a organização do cronograma de estudos. “O estudante pode pedir que a IA explique um assunto de diferentes formas, monte exercícios ou faça perguntas para testar seus conhecimentos. Isso contribui para uma aprendizagem mais ativa”, explica o professor.
Cuidados para não criar dependência
Apesar dos benefícios, recorrer à inteligência artificial para obter respostas prontas pode comprometer a capacidade de interpretação, argumentação e resolução de problemas, habilidades exigidas pelo Enem.
“O principal risco é transformar a ferramenta em um atalho permanente. Quando o aluno deixa de pesquisar, refletir e elaborar suas próprias respostas, ele acaba limitando o desenvolvimento de competências importantes para a prova e para a vida profissional”, destaca Marcelo Moreno.

Recomendações para usar a IA nos estudos
Para aproveitar os benefícios da inteligência artificial sem comprometer o aprendizado, é importante adotar algumas práticas durante a rotina de estudos. Veja as principais:
- Utilize a ferramenta para esclarecer dúvidas e aprofundar conteúdos;
- Peça exercícios e questões para praticar o que foi aprendido;
- Compare as respostas da IA com livros e fontes confiáveis;
- Evite copiar respostas prontas, especialmente em redações e trabalhos;
- Reserve momentos de estudo sem o uso da tecnologia, estimulando a memória e o raciocínio.
Equilíbrio entre tecnologia e autonomia
O equilíbrio é a chave para aproveitar os benefícios da inteligência artificial sem abrir mão da autonomia nos estudos. “A tecnologia veio para ficar, e aprender a utilizá-la de forma crítica e consciente é uma habilidade cada vez mais importante. O estudante que souber combinar o uso da IA com métodos tradicionais terá mais condições de desenvolver um aprendizado sólido e se preparar para os desafios do Enem e do mercado de trabalho”, finaliza o professor Marcelo Moreno.
Por Priscila Dezidério