Suzano recua e deixa de exigir o passaporte da vacina
A partir deste sábado (16), a apresentação do chamado “passaporte da vacina” – o cartão de vacinação contra a Covid-19 – deixa de ser exigida em estabelecimentos comerciais de Suzano. O município foi a única do Alto Tietê a decretar a resolução, desde 8 de setembro último. A medida chegou a ser estudada em Mogi das […]
16/10/2021 09h17, Atualizado há 688 meses
A partir deste sábado (16), a apresentação do chamado “passaporte da vacina” – o cartão de vacinação contra a Covid-19 – deixa de ser exigida em estabelecimentos comerciais de Suzano. O município foi a única do Alto Tietê a decretar a resolução, desde 8 de setembro último. A medida chegou a ser estudada em Mogi das Cruzes e é obrigatória na Capital Paulista.
A justificativa dada pela Prefeitura para o recuo é o fato de 95% dos cidadãos de Suzano maiores de 12 anos já terem sido contemplados com pelo menos a primeira dose da vacina contra a Covid-19 e mais de 63% com a imunização completa. Os dados foram divulgados pelo Comitê Municipal de Enfrentamento ao Coronavírus da cidade.
“Desta forma, os estabelecimentos que estavam trabalhando com a exigência do cartão de vacinação, como bares, baladas e casas de show; parques, teatro, cinema, estádio e ginásios; e seminários e eventos com mais de 300 pessoas, deixam de solicitar o documento neste final de semana”, explicou a Prefeitura.
A Administração destaca ainda que medida foi autorizada após análise técnica que indica a queda na taxa de internação diária em decorrência da Covid-19, com variação de 14,74% em julho para 1,48% neste mês. “Também analisamos o tempo de ocupação dos leitos. Agora em outubro, dos 15 dias correntes, sete não registraram nenhuma internação. Além disso, nossa imunização, que em julho abrangia 45,53% da população, hoje chega a marca de 95,46%”, explicou o secretário municipal de Saúde, Pedro Ishi em nota encaminhada para a imprensa.
“Desde o início de julho temos percebido uma grande melhora nos indicativos da pandemia, sendo que muito se deve à campanha de imunização. Até setembro já tínhamos uma boa parcela da população vacinada com a primeira dose e, agora, em outubro, vimos essa crescente também em relação à segunda dose. Isso nos dá mais confiança para dar passos adiante, flexibilizando o ‘passaporte da vacina’ na cidade”, explicou o prefeito Rodrigo Ashiuchi (PL)