Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

string(7) "default" string(7) "default"

Rancho Sta Fé atribui fechamento à crise no setor de shows

Em nota enviada ao O Diário, uma das explicações utilizadas foi 'a transformação do cenário musical e a crise no setor de shows'

Por Fabio Pereira
10/02/2025 18h56, Atualizado há 14 meses

Rancho Santa Fé | Divulgação

O Rancho Sta Fé, tradicional casa de shows em Mogi das Cruzes, anunciou no último sábado (8/2) o fim das atividades no município. Mas, o que pode estar por trás da decisão? Em nota enviada ao O Diário, uma das explicações utilizadas foi “a transformação do cenário musical e a crise no setor de shows”. Inaugurado em 2004, à época nomeado como “Rancho Vacaloca”, o espaço era um dos principais pontos de encontro da cidade. 

“Atualmente, poucos artistas têm poder de bilheteria suficiente para garantir eventos lucrativos, enquanto os cachês atingiram patamares exorbitantes — uma realidade incompatível com um país em recessão e com o poder de compra da população cada vez mais reduzido”, diz Marco Oliveira, proprietário do local.

“Mesmo em um espaço com capacidade para 5 mil pessoas na área interna, e já tendo realizado eventos para até 12 mil pessoas na área externa, como no show de Dennis e Safadão, a viabilidade financeira desse modelo se tornou insustentável”, completa.

De acordo com o empresário, outro fator determinante, que contribuiu para o fim das atividades, foi a mudança na preferência musical do público. 

“O sertanejo, que por muitos anos dominou o mercado, perdeu força para outros gêneros como pagode, funk, trap e música eletrônica. O que antes era um movimento coeso e massivo, hoje se fragmentou em nichos menores, tornando a programação musical mais desafiadora para grandes eventos”, conta.

Além das dificuldades pontuadas, Marco afirma que o setor de show “enfrenta dificuldades crescentes”. De acordo com ele, poucos artistas têm poder de bilheteria suficiente para garantir eventos lucrativos. Os cachês, segundo o empresário, atingiram “patamares exorbitantes”, realidade incompatível com o momento do Brasil. 

“Mesmo em um espaço com capacidade para 5 mil pessoas na área interna, e já tendo realizado eventos para até 12 mil pessoas na área externa, como no show de Dennis e Safadão, a viabilidade financeira desse modelo se tornou insustentável”, disse.

Novo empreendimento

Após anunciar o fechamento das atividades, Oliveira informou que o espaço antigo será comercializado para outro segmento, além de anunciar o investimento em um novo ponto comercial, localizado a cerca de cinco minutos da antiga casa de shows. 

“Nossa proposta é criar um ambiente diurno e familiar, que una música ao vivo com artistas locais, gastronomia de qualidade, área infantil e experiências ao ar livre, tudo isso em meio à natureza.Isso não significa que eventos noturnos estejam descartados, mas serão realizados de forma estratégica, sempre com base na demanda e nas oportunidades do mercado”, antecipa Oliveira.

Mais noticias

Hipermobilidade articular: quando a flexibilidade deixa de ser vantagem

Hipertensão: 6 hábitos que ajudam a controlar a pressão arterial

Coceira na menopausa: entenda as causas e como tratar

Veja Também