Em reunião com a Santa Casa, vereadores questionam caso de aborto por demora no atendimento
Na época, diretor técnico da instituição chegou a ser preso; episódio é alvo de inquérito do MP-SP
21/03/2024 12h15, Atualizado há 25 meses
Outras questões relacionadas à saúde obstétrica também foram debatidas | Divulgação/CMMC
A Comissão Permanente de Saúde, Zoonoses e Bem-estar Animal da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes recebeu na manhã desta quarta-feira (20) a mesa administrativa da Santa Casa de Misericórdia do Município. No encontro, foi discutido o recente caso de aborto na filantrópica que culminou na prisão — e posterior soltura— de um dos seus diretores técnicos sob a suspeita de que a morte do feto teria acontecido pela demora no atendimento da gestante.
No dia 19 de fevereiro, um diretor técnico da Santa Casa foi preso em flagrante por suspeita de aborto sem consentimento, que teria sido causado por demora no atendimento. O profissional de saúde foi liberado no dia seguinte, sendo que o episódio é alvo de inquérito por parte do Ministério Público.
Inês Paz (PSOL) quis saber o que aconteceu. “A saúde pública em Mogi está um caos. Não é só com a Santa Casa. Recebo muitas reclamações de gente em macas dizendo que precisa de internação, mas não consegue porque não tem vaga. O que levou àquele aborto?”.
Fábio Mattos, 1° tesoureiro da filantrópica, respondeu. “A gestante foi rapidamente atendida, mas o exame de ultrassom apontou que o feto não estava mais vivo. Existe um processo de apuração sobre o que aconteceu”.
Segundo a equipe da filantrópica, o médico em questão não estava na unidade médica no momento do fato.
Outras discussões
Por conta do episódio, questões relacionadas à saúde obstétrica foram levantadas. Mattos pontuou que há apenas nove leitos de UTI Neonatal e que, durante episódios de alta demanda, essa quantidade se faz insuficiente. Mattos também falou sobre a necessidade de contratar mais um médico de ginecologia obstetrícia para os plantões da filantrópica.