Vídeo registra possível agressão em agência de veículos de Mogi
No Facebook, Junior Silva publicou um vídeo de uma suposta agressão que já ultrapassa os dois mil comentários. Segundo ele, as imagens registram violência contra sua filha, menor de idade, em uma agência de veículos de Mogi, no bairro Mogilar. A empresa se manifestou por meio de nota, também nas redes sociais. Ele afirma ter […]
17/12/2020 15h02, Atualizado há 688 meses
No Facebook, Junior Silva publicou um vídeo de uma suposta agressão que já ultrapassa os dois mil comentários. Segundo ele, as imagens registram violência contra sua filha, menor de idade, em uma agência de veículos de Mogi, no bairro Mogilar. A empresa se manifestou por meio de nota, também nas redes sociais.
Ele afirma ter vendido um carro para a referida agência “há mais ou menos três meses”, e descoberto, “por meio de outras pessoas que levaram golpe”, que o estabelecimento “não paga os carros que compra”.
Diante disso, diz, na publicação, ter tentado “pegar o carro de volta”, o que teria sido negado. “Não deixaram, alegando que já tinham vendido o veículo – uma semana depois de ter deixado na agência”. Outra reclamação de Junior é sobre o recibo do carro, que ainda não teria sido preenchido.
“Fomos lá várias vezes tentar receber e nada deles pagarem”, continua o texto. “Até que conseguimos um acordo e começaram a pagar, mas na última parcela não depositaram e fomos lá cobrar”, conta ele, na rede social.
No vídeo, transmitido ao vivo pelo Facebook, a filha de Junior, que é menor de idade, aparece na porta da agência e logo entra, filmando um homem. “Esse aqui é o que se diz crente. Faz negócio com as pessoas aqui. Eu tô ao vivo, tá bom?”, diz ela, ao aproximar o celular da camiseta do homem, para “mostrar o logo” da agência.
Ao fazer isso, a câmera treme, e a menina vai ao chão. Ela começa a chorar e dizer que “está doendo” e alega ter sido agredida pelo funcionário da agência, que nega essa hipótese. Indignado, o pai dela questiona várias vezes o suposto agressor e diz que ao sair dali iria para a delegacia “fazer corpo de delito”.
Esclarecimento
Também no Facebook, a agência de veículos publicou uma nota de esclarecimento afirmando que “repudia todos os atos de violência gravados no interior de seu estabelecimento”.
Leia na íntegra:
“Tal atitude não traduz o ideal de seus administradores, pois repudiamos todos e quaisquer tipos de agressões. Não há razão para tal comportamento tendo em vista que, a situação que originou o dissabor, fora resolvida de forma prévia e documental, acordada por todas as partes envolvidas. Diante do ocorrido, reforçamos o entendimento que, mesmo com dificuldades mercadológicas, agravadas pela quarentena, manteremos nossas portas abertas com a mesma disposição e dedicação de todos estes anos. Por fim, peço que pesem a responsabilidade de transmitir qualquer tipo de mensagem sem antes se possa esclarecer a verdade, pois denigre-se não apenas uma reputação, mas a vida de várias pessoas que deste trabalho, retiram seu sustento. Por isso, clamamos pela responsabilidade na reprodução de opiniões unilaterais.”
O Diário tentou contato telefônico com a agência e contato virtual com a família de Junior Silva, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.
Outras ocorrências
Em um boletim de ocorrência registrado na última segunda-feira, dia 14, Paula Roberta Amaral afirma ter sido vítima de estelionato nesta mesma agência de veículos.
Segundo ela, após postar na internet o anúncio de venda de um carro Chevrolet Onix, em outubro, um homem que trabalha na agência entrou em contato para fazer negócio. “Ele perguntou se o carro estava disponível e disse que tinha um cliente interessado, perguntou se eu poderia passar na loja para conversarmos melhor”, afirma ela, no boletim.
Paula continua o relato dizendo que levou o carro ao estabelecimento onde fez um acordo de “consignado”, no valor de R$ 42,5 mil. “Me garantiram que (o carro) seria vendido para um casal de amigos do dono da loja. Fomos enrolados até o dia 24 de novembro”, explica, para na sequência afirmar ter ido na loja “para finalizar o negócio” neste dia.
No local, teriam garantido a ela “que o carro já estava vendido”, e que R$ 10 mil seriam repassados até 27 de novembro, ficando a diferença para ser acertada no dia 11 de janeiro. Como o veículo já não estava mais na agência, e Paula “dependia muito do dinheiro”, aceitou o acordo, que “mais uma vez não foi cumprido”.
“Perdemos a paciência e resolvemos acionar o nosso advogado e com a pressão efetuada conseguimos receber os R$ 10 mil, mas somente no dia 8 de dezembro”, finaliza ela, que registrou o ocorrido também no Reclame Aqui, onde há registro de pelo menos outras cinco situações do mesmo gênero.