Toninho Andari conta mais uma história sobre personagens de Mogi
Testemunha de muitos fatos e curiosidades da política mogiana, Antonio Elias Miguel Seman Andari, o Toninho Andari, que faleceu neste final de semana, foi quem contou a seguinte história: O doutor e o seu radinho Nelson Cruz, o patriarca de uma família de médicos que fez história na cidade, hoje muito bem representado pelo sobrinho, […]
21/11/2021 10h37, Atualizado há 689 meses
Testemunha de muitos fatos e curiosidades da política mogiana, Antonio Elias Miguel Seman Andari, o Toninho Andari, que faleceu neste final de semana, foi quem contou a seguinte história:
O doutor e o seu radinho
Nelson Cruz, o patriarca de uma família de médicos que fez história na cidade, hoje muito bem representado pelo sobrinho, Nilton Cruz Filho, tinha por hábito, ao voltar de seu consultório, no final da tarde, passar pelo Bar do Lanche, na rua Dr. Deodato Wertheimer, para um aperitivo e dois dedos de prosa com amigos, assíduos frequentadores do local. Nelson levava sempre consigo sua inseparável maleta, com estetoscópio e outros aparelhos de uso médico. Certo dia, por lá passava “Fumaça”, figura folclória da cidade à época que ao ver o médico com a sua maleta, gritou do meio da rua: “Ei, doutor… o senhor não larga mesmo desse radinho, hein?”. E se foi, já um tanto fora do prumo, como contou à coluna Toninho Andari, mais uma testemunha ocular de muitas histórias da Mogi de antigamente.
Problemas na coluna
Essa história foi contada à coluna por Joel Avelino Ribeiro, que trouxe para Mogi a observação e perspicácia dos contadores de causos do Vale do Ribeira, onde viveu bons anos de sua vida. Dizia a lenda que no INSS de Mogi das Cruzes tinha um médico perito – aquele que decide se a pessoa pode ou não se aposentar por algum tipo de problema de saúde – que quando se deparava com alguém que requeria aposentadoria por problemas na coluna vertebral, dava um jeito de derrubar alguma coisa de sua mesa na direção do visitante. O “doente” querendo se passar po gentil, rapidamente se agachava, pegava o objeto e o recolocava no lugar. Daí a uma semana,recebia a carta com o indeferimento ao seu pedido, “pois quem tem problema de coluna não se agacha como o senhor, com tanta rapidez e desenvoltura”, afirma o doutor em seu laudo.