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Relembre as seis maiores ‘tretas’ do esporte em 2021

Popular na internet, o termo treta tem origem na esgrima. É a habilidade em aparar e devolver golpes. Faz sentido com seu uso nos dias de hoje. Afinal, toda discussão envolve estas capacidades. No sentido figurado, claro. Em 2021, o mundo esportivo se viu tomado por situações em que dois ou mais lados entraram em […]

Por O Diário
29/12/2021 17h23, Atualizado há 688 meses

Popular na internet, o termo treta tem origem na esgrima. É a habilidade em aparar e devolver golpes. Faz sentido com seu uso nos dias de hoje. Afinal, toda discussão envolve estas capacidades. No sentido figurado, claro. Em 2021, o mundo esportivo se viu tomado por situações em que dois ou mais lados entraram em rota de colisão. Os motivos, contudo, nada tiveram a ver com competitividade. Vão desde traição no casamento até preconceito. Este último, aliás, serviu de estopim para aquela que foi escolhida a maior treta do ano pela votação do GLOBO: o racha do vôlei brasileiro.

Num ano de Olimpíada, o lançamento de uma HQ do Super-Homem conseguiu ser o fato mais impactante do vôlei no país. Na edição de novembro de uma série que acompanha a vida do filho de 17 anos de Clark Kent e de Lois Lane, o jovem assumiu um romance homossexual, o que virou alvo de comentários do central Maurício Souza:

“Ah é só um desenho, não é nada demais. Vai nessa que vai ver onde vamos parar”, publicou em suas redes sociais.

A homofobia de Maurício ganhou o apoio de jogadores que também não aceitam manifestações homossexuais. Entre eles, Sidão e Wallace, ambos com passagem pela seleção. Do outro, atletas que defendem o direito a todo tipo de orientação sexual.

“Engraçado que eu não ‘virei heterossexual’ vendo os super-heróis homens beijando mulheres. Se uma imagem como essa te preocupa, sinto muito mas eu tenho uma novidade para sua heterossexualidade frágil. Vai ter beijo sim. Obrigado DC por pensar em representar todos nós e não só uma parte”, postou Douglas Souza, primeiro da seleção masculina a assumir sua homossexualidade e que ganhou o apoio de jogadoras da seleção feminina do presente e do passado.

Antes mesmo deste episódio, Douglas e Maurício já haviam chamado a atenção fora das quadras. O primeiro mostrou os bastidores da seleção em Tóquio e virou um fenômeno das redes sociais. Já o segundo é apoiador do presidente Jair Bolsonaro e faz questão de se posicionar como conservador e de direita. Encontrou no episódio do Super-Homem a oportunidade para chamar a atenção do público que compactua com seus pensamentos. Mas despertou a ira da torcida do Minas Tênis Clube. Pressionados, os patrocinadores do clube cobraram a diretoria, e Maurício teve o contrato rescindido. Não parou aí. O técnico da seleção masculina Renan Dal Zoto fechou as portas da equipe para o central.

No surfe brasileiro, uma grande confusão — a segunda mais votada pelo GLOBO — também deu o que falar: o mal estar entre Gabriel Medina e o Comitê Olímpico do Brasil (COB) às vésperas dos Jogos de Tóquio.

O tricampeão mundial insistiu até onde pôde para credenciar a mulher, Yasmin Brunet, como sua técnica. O COB não aceitou, alegando que ela não se insere nos requisitos e regras exigidos pelo Comitê Organizador dos Jogos.

Em condições normais, Brunet poderia acompanhar o marido. Só que, devido à pandemia de Covid, ficou definido que cada atleta só teria direito a um acompanhante — alguém com credenciais técnicas.

Como não são raros os casos de atletas que se relacionam com alguém de seu estafe, houve participantes que conseguiram levar seus parceiros. Ao tomarem conhecimento disso, Medina e Brunet acusaram o COB de perseguição.

A terceira maior treta do ano faz jus a sua posição. Afinal, não é sempre que um Brasil x Argentina é interrompido por agentes da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) à procura de quatro jogadores da seleção visitante que falsificaram informações prestadas ao chegar no país: omitiram terem estado no Reino Unido nos 14 dias anteriores. À época, era exigido um período de quarentena dos visitantes que viessem de lá.

O quarteto teria que ser mandado embora do país. Revoltada, a delegação argentina se recusou a seguir com o jogo, que até hoje aguarda definição da Fifa. A partida era válida pelas Eliminatórias da Copa de 2022.

A quarta maior treta do ano também envolve argentinos. Mas a crise deixou de ser sanitária para ser matrimonial. Entre outubro e novembro, foi praticamente impossível acompanhar futebol sem ter contato com a novela Wanda Nara/Mauro Icardi. O casal se separou após ela descobrir uma traição. O atacante do PSG, que chegou a ficar afastado do clube por alguns dias por cauisa destes problemas, fingiu que nada tinha acontecido e publicou juras de amor nas redes sociais. Num primeiro momento, até a convenceu a reatar. Uma semana após o perdão, ela deu um basta. No momento, porém, em mais uma reviravolta, o casal está junto e apaixonado.

O top-5 é concluído com um empate. Uma das tretas é o racha no skate brasileiro revelado após a conquista da prata olímpica de Kelvin Hoefler. Letícia Bufoni revelou que ele se afastou “por opção própria” de boa parte dos skatistas e da Confederação Brasileira de Skate. Já os pais do medalhista reclamaram que a entidade não trata o filho como os outros.

Também não é bom o clima entre Grêmio e Douglas Costa. Depois de ter pedido liberação para festejar seu casamento dois dias antes do jogo que decidiria a queda do clube para a Série B, ele celebrou um gol com um “tchauzinho” para a torcida tricolor. Após a partida (em que o time foi rebaixado), curtiu uma festa.

E sobrou até para Jô, do Corinthians, que também estava no evento. Sua esposa Cláudia descobriu a “escapulida” pela imprensa e anunciou pelas redes sociais o fim do casamento. Que fase!

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