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Primeiro Mundial de breaking será disputado em Paris: entenda a nova modalidade esportiva

O primeiro evento mundial de breaking como competição esportiva será disputado neste sábado em Paris, na França, e será uma prévia dos Jogos Olímpicos de 2024. Este estilo de dança de rua, cunhado no hip hop por latinos norte-americanos na década de 1970 e que esteve como demonstração nos Jogos Olímpicos da Juventude de Buenos […]

Por O Diário
04/12/2021 14h29, Atualizado há 688 meses

O primeiro evento mundial de breaking como competição esportiva será disputado neste sábado em Paris, na França, e será uma prévia dos Jogos Olímpicos de 2024. Este estilo de dança de rua, cunhado no hip hop por latinos norte-americanos na década de 1970 e que esteve como demonstração nos Jogos Olímpicos da Juventude de Buenos Aires, em 2018, se tornou modalidade esportiva e vai estrear na próxima edição olímpica de verão.

Recém-incluída na programação olímpica, a modalidade deve ganhar fôlego nos próximos anos, similar ao observado com a inclusão do skate em Tóquio. Essas duas práticas, aliás, lutaram por anos contra a marginalização e seguem provando valores, fortalecendo laços e criando comunidades. Mogi das Cruzes está de olho para surfar nessa onda, e quem sabe ter um representante de peso no futuro. 

Neste final de semana, o Brasil terá It’sa (@its_notagirl) e Nathana (@nathanabgirl) disputando entre as mulheres, no Théâtre du Châtelet. Elas são chamdas de b-girls. E entre os b-boys, Rato (@ratoevn) e Luan (@luansan_ff).

Segundo José Bispo de Assis, de 48 anos, diretor-técnico do Conselho Nacional de Dança Desportiva (CNDD) e b-boy, as disputas serão individuais, com provas no masculino e no feminino.

O CNDD é o órgão reconhecido pela Federação Mundial de Dança Desportiva (WDSF), que por sua vez está ligado ao Comitê Olímpico Internacional (COI).

Cada participante compete em várias batalhas, comandadas por um DJ. Os b-boys e as b-girls não podem escolher suas músicas para as apresentações que duram, em média, um minuto.

Bispo explica que os juízes usarão uma plataforma de pontuação digital (Trivium System) para avaliar os atletas, segundo a técnica, variedade de movimentos, performance aliada à musicalidade, criatividade e personalidade.

Segundo ele, este é um sistema que combina “tudo que é o breaking” em três subgrupos: body (corpo), mind (cabeça) e soul (ritmo). Foi criado por Niels “Storm” Robitzky, da Alemanha, e Kevin “Renegade” Gopi, da Grã Bretanha, referências no breaking, e testado em Buenos Aires, em 2018.

—O brasileiro se destaca pela musicalidade e criatividade. Mas a questão da preparação, profissionalismo, estamos atrás. Poucos se dedicam exclusivamente ao breaking.

A pedido do Globo, Bispo analisou os quatro representantes do Brasil:

— Rato é b-boy com conteúdo e agrega muitos movimentos em sua apresentação. Ele vai alternando atividades do plano superior, médio e inferior. É muito veloz. Ele é potência e variação de movimentos.

—Luan é o cara da atitude… Gosta de confrontar o rival. Não começa o racha na apresentação, ele provoca antes. Tem atitude de batalha e criatividade. Também apresenta movimento que os outros não tem. É criatividade e táticas de batalha.

— It’sa tem 23 anos e vai evoluir para caramba. Vem com o Soleil nas costas e muita musicalidade. É energética e artística.  Apaixonante. Sou fã. E você também será. Pode apostar.

— Nathana tem experiência. Não pode deixar chegar porque ela atropela. Não erra, constrói os movimentos e se adapta bem sua dança à música do DJ. Ela se vira até dançando no gelo. É calma e tudo muito bem pensado. É experiência e capacidade de adaptação.

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