Novas categorias de base do Mogi estreiam com tudo e ajudam a envolver a cidade
Neste ano, pela primeira vez o Mogi das Cruzes Basquete entrou em quadra representado pelas categorias de base – prática de esportes entre crianças e adolescentes – SUB 13, 14, 15 e 16. Tudo faz parte de uma primeira etapa do projeto #JogaJuntoMogi. A temporada caminha para os minutos finais e, em pouco tempo, a […]
18/12/2021 07h05, Atualizado há 688 meses
Neste ano, pela primeira vez o Mogi das Cruzes Basquete entrou em quadra representado pelas categorias de base – prática de esportes entre crianças e adolescentes – SUB 13, 14, 15 e 16. Tudo faz parte de uma primeira etapa do projeto #JogaJuntoMogi.
A temporada caminha para os minutos finais e, em pouco tempo, a garotada de Mogi já trouxe títulos para a cidade, de olho em continuar o traçado em 2022 e quem sabe revelar novos nomes de destaque do basquete.
Como destaca o ex-jogador e coordenador das bases, Guilherme Filipin, o objetivo do projeto não é apenas ‘ser campeão’, mas envolver toda a cidade, além de resgatar paixão do esporte para os adolescentes, que hoje em dia podem acabar gastante muito tempo apenas dentro de casa. Após o sucesso, a expectativa é criar duas novas bases em 2022. “Ano que vem continua e se Deus quiser estará mais forte”, conta.
Em meados do ano, foi anunciada reestruturação do Mogi Basquete. A cidade voltou a contar com categorias de base, que além das citadas acima, incluem o time SUB20. A equipe mogiana realizou peneiras e começou o processo de receber e treinar os garotos – uma experiência até que bem divertida para os participantes, chance de praticar um esporte de forma profissional. As equipes logo disputaram o Campeonato Paulista, com outras bases. E alguns dos meninos se destacaram.
É o caso da categoria SUB13 do Mogi Basquete, que venceu, durante final, no último domingo (12) a equipe do Paulistano por 48 a 30, no Hugão, levantando a taça do Campeonato Paulista – série bronze.
Os comandados do técnico Raphael Cassetari disputaram 14 jogos na fase classificatória, nela foram 6 vitórias e 8 derrotas, classificando assim para a semifinal da série bronze, também superada com facilidade, pode se dizer, por 67 a 22. ‘Passaram o rodo’, como diria a torcida.
Outra premiação partiu da categoria SUB14: a equipe foi vice-campeã da série bronze do Campeonato Paulista após ser derrotada pelo Paulistano.
Já as categorias SUB16 e SUB20 se despediram mais cedo, no início do campeonato.
O coordenador e técnico das equipes de base, Guilherme Filipin – nome mais do que conhecido da torcida mogiana –, disse que o resultado dos garotos esse ano foi uma boa surpresa.
“Em quatro meses, conseguimos fazer algo que não esperávamos, com participação muito grande dos jogadores. O resultado foi espetacular, com grande envolvimento dos garotos e dos pais”, conta.
Para Filipin, o projeto veio para ser um divisor de águas. “Cheguei aqui (no Mogi Basquete) em 2011, no início do projeto. Fiquei nove anos como jogador. Em 10 anos, nunca tivemos o que teve agora em quatro meses. Com certeza, isso muda nossa visão sobre os garotos, que têm muito potencial”, avalia.
Ele destaca que as bases ajudam a valorizar todo o cenário nacional do basquete, revelando novos nomes, e a valorizar a cidade. “Cerca de 90% dos alunos são de Mogi, o restante é de cidades da região, assim conseguimos valorizar o pessoal daqui”, comenta.
Ele relata também a experiência do dia a dia com os adolescentes. “Nos treinos, queremos passar para eles a mesma vivência dos adultos. Eles treinam no Hugão, têm a rouparia, fazem fisioterapia, passam com nutricionista. Ocorre uma grande integração entre os técnicos e eles. Isso tudo beneficia o próprio Mogi: chama a atenção até de investidores por exemplo, que hoje buscam algo a mais, como por exemplo, as contrapartidas do time para a sociedade”, comenta.
A palavra-chave, segundo o coordenador, é o envolvimento. “O time adulto do Mogi Basquete envolve a torcida, a base também envolve a família, os bairros”, argumenta. Para isso, destaca que na final do SUB13, o ginásio Hugão estava cheio de gente, amigos, parentes, e “a energia estava muito legal”.
Por fim, o coordenador destaca planos para o projeto em 2022. “Ano que vem continua e se Deus quiser estará mais forte”, aposta.
Após o sucesso, a expectativa é aumentar duas categorias. SUB12 e SUB18.
“O resultado não é só ser campeão. Lógico que jogamos para ganhar, mas nosso objetivo principal é envolver a cidade, trabalhar com as crianças e adolescentes”, conta Filipin.
“Hoje estamos vendo que muitos adolescentes têm deixado os esportes, nossa missão é resgatar essa paixão”, finaliza o coordenador.
Vale ficar de olho na equipe SUB15, a única que segue jogando, até o momento invicta. A equipe está na semifinal da competição após vencer nas quartas de final o E.C. Pinheiros, na série melhor de três. Os mogianos varreram o time da capital, vencendo as duas partidas – no primeiro jogo ganhou por 79 a 71 e no segundo por 86 a 46. A data da semifinal ainda não foi informada.
Joga Junto Mogi
O planejamento é para que o programa Joga Junto Mogi continue sendo implantado em 2022.
Anunciado em meados deste ano, o foi apresentado como um ‘trabalho social dentro de um grande projeto desenhado para o basquete na cidade’. “O objetivo é termos uma pirâmide integrada. O Joga Junto Mogi é a contrapartida social. Também haverá a profissionalização das categorias de base e o apoio ao time principal. As ações terão esta integração e as crianças que participarem do programa Joga Junto Mogi vão interagir com os jogadores do time principal, acesso aos jogos, entre outras ações”, afirmou o diretor Renato Lamas durante coletiva na apresentação do projeto.
Ele também destacou que o objetivo é que as categorias de formação da modalidade sejam profissionalizadas, com métodos unificados com os do time adulto. A Secretaria de Esportes também informou que faria um diagnóstico sobre a localização de núcleos nos bairros, bem como analisará, junto com a pasta da Educação de Mogi, as escolas que têm interesse em receber o programa.
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