Nova pista de pump track de Mogi atrai ciclistas e ajuda a valorizar parque
Inaugurada no final de maio último, a pista de Pump Track de Mogi das Cruzes – primeira instalada no Alto Tietê – tem atraído ciclistas da cidade e região ao Parque Botyra Camorim Gatti, no Centro Cívico, em especial no período da manhã. O equipamento abre mais o leque de atividades disponíveis no parque ao […]
11/06/2022 16h10, Atualizado há 688 meses
Inaugurada no final de maio último, a pista de Pump Track de Mogi das Cruzes – primeira instalada no Alto Tietê – tem atraído ciclistas da cidade e região ao Parque Botyra Camorim Gatti, no Centro Cívico, em especial no período da manhã. O equipamento abre mais o leque de atividades disponíveis no parque ao lado da sede da Prefeitura, que já foi criticado pela falta de opções – esse foi, afinal, um espaço público já vocacionado no passado para o recebimento do público jovem.
Estimular e atrair esportistas é uma das apostas que pode contribuir para aumentar o turismo na cidade. A expectativa agora é para a abertura da segunda pista da modalidade, que será instalada no parque Parque Leon Feffer, em Braz Cubas, ainda sem previsão para ser entregue. Ao todo serão investidos R$ 409.389,94 em ambas as pistas.
Falando em turismo, a modalidade cicloturismo tem destaque na cidade.
Antes da pandemia, em 2019, a estimativa da Prefeitura de Mogi das Cruzes era de que a cidade recebia, em média, 45 mil visitantes por mês, considerando sábados, domingos e feriados. Pelo fato de ter mais de 60% de seu território em áreas de preservação ambiental, o município conta com mais de 250 quilômetros de trilhas e ciclorrotas, muitas delas utilizadas pelos visitantes amantes do ecoturismo e turismo de aventura, bem como a população em geral. Muitas dessas trilhas são utilizadas por profissionais do esporte para treinamentos e preparo para a participação em campeonatos.
A cidade faz parte do circuito de inúmeras disputas do segmento, entre elas o Campeonato Paulista de DownHill, o KMTB Kailash, provas urbanas e diversos passeios ciclísticos realizados pela Prefeitura de Mogi.
O projeto foi aprovado em 2019 pelo Governo do Estado de São Paulo, no âmbito do programa Município de Interesse Turístico, classificação que Mogi das Cruzes obteve em 2017. O MIT é um programa de apoio ao desenvolvimento das estâncias e municípios de interesse turístico do Estado de São Paulo.
Marcos Silva é um dos ciclistas que tem experimentado a pista pela manhã. “Já tinha utilizado uma pista dessa em São Paulo, mas a viagem era complicada. É um jeito diferente de andar, divertido para fazer vez ou outra”, comentou. “Só espero que o ambiente fique preservado e receba manutenção quando for necessário”, disse, preocupado.
“Para quem já tem bike bmx é uma mão na roda. Também dá para surfar de skate, o que eu acho uma boa. O importante é ter coisa para fazer”, pontuou Renan, que é irmão de Marcos. “Mas precisamos de mais ciclovias para os ciclistas da cidade conseguirem chegar aqui. Porque falta segurança para nós, nas ruas”, lamentou.
Por ambos, a escolha para a pista foi um “acerto”. Conforme mostrou editorial de O Diário, a escolha deste lugar para o investimento da Prefeitura de Mogi das Cruzes pode contribuir para pacificar o que no passado já rendeu conflitos entre adolescentes, moradores da região e corporações como a Guarda Municipal, em função de registros de vandalismo e depredações.
O Pump Track é destinaoa, principalmente, ao uso de bicicletas BMX e pode exigir muito de um ciclista amador ao tentar encaixar as manobras em suas curvas e rampas. A primeira foi inaugurada no último dia 21.
As pistas de Pump Track também podem ser usadas por ciclistas, skatistas, patinadores e praticantes de parkour.
Trata-se de uma pista de asfalto cheia de ondulações para dar impulso durante subidas e descidas. Fica na praça Botyra Camorim Gatti, ao lado de equipamentos chaves e conhecidos, como a Prefeitura, terminal de ônibus e estação da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).
A obra do Botyra foi realizada com recursos do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos (Dadetur) e orçada no valor de R$ 161.040,42 em recursos do Estado.
O processo de construção deste projeto foi realizado de forma coletiva, tendo ampla participação da sociedade civil representada pelos conselhos municipais, coletivos e pela Comissão de Ciclistas de Mogi das Cruzes.
Ao longo de 2018 e 2019, foram realizados fóruns do programa Diálogo Aberto, da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, para definição das ações prioritárias ao cicloturismo local.
Dentre elas, pontuaram-se a construção das pistas de pump track e a sinalização turística das rotas utilizadas pelos ciclistas na cidade. Por conta de contingenciamento de recursos, foi priorizada na ocasião a construção das pistas e, no exercício de 2021, foi inscrito junto ao Estado o pleito de sinalização turística de 28 trilhas de cicloturismo, com instalação de pontos de descanso nos percursos de maior dificuldade ou extensão.
Atraso no novo centro
A placa exposta em frente ao canteiro de obras do novo Centro de Formação Esportiva de Mogi das Cruzes, ao lado do Ginásio Municipal de Esportes Professor Hugo Ramos, o ‘Hugão’, no bairro do Mogilar, aponta que a conclusão dos trabalhos ocorreria em março de 2020. Após série de atrasos, a Secretaria Municipal de Esportes divulgou nesta semana a O Diário nova previsão de entrega do equipamento: agosto próximo.
A obra tem investimento de R$ 7,9 milhões e a capacidade de público é de 1,2 mil pessoas.
A construção previa inicialmente um valor de R$ 6,4 milhões, mas “devido a uma alteração no projeto original, realizada na gestão anterior, este montante subiu”, conforme explicado pela Prefeitura ainda no ano passado.
As obras tiveram início em setembro de 2018, segundo consta na placa de identificação. Houve atrasos em meio às turbulências da pandemia. O ritmo da construção foi lento. Para se ter uma ideia, em junho de 2021, as obras estavam 74% completas. Hoje, este percentual não foi informado, mas pelo exterior dá para ver que ainda falta bastante trabalho a ser executado.
O contrato e as ordens de serviço haviam sido assinados pelo ex-prefeito Marcus Melo (PSDB), quando o equipamento ainda era tratado como o ‘novo ginásio poliesportivo de Mogi’. Neste momento, as equipes responsáveis estão executando a pintura, instalando a “pele” de vidro, pisos externos e floreiras. Na parte interna, cuidam das instalações elétricas.
A última etapa será concentrada na pintura e no piso da quadra. A obra tem conclusão prevista para daqui a dois meses. O novo ginásio possui espaço para abrigar diversas modalidades. Até o momento, está definida a quadra de futsal.
Apesar da proximidade para a entrega, a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer diz que ainda “está alinhando com as federações de outras modalidades, buscando ofertar outros esportes com estrutura e qualidade”.
O Centro de Formação Esportiva deve ter como prioridade o atendimento a categorias de base de diversas modalidades.