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Mais de 1,5 milhão de pessoas deixaram a Ucrânia desde o início da invasão russa

Mais de 1,5 milhão de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro, de acordo com dados atualizados do Alto Comissariado das Nações Unidos para os Refugiados (Acnur) publicados neste domingo. O fluxo deve aumentar ainda mais nos próximos dias, disseram. “Mais de 1,5 milhão de refugiados da Ucrânia […]

Por O Diário
06/03/2022 14h53, Atualizado há 688 meses

Mais de 1,5 milhão de pessoas fugiram da Ucrânia desde o início da invasão russa em 24 de fevereiro, de acordo com dados atualizados do Alto Comissariado das Nações Unidos para os Refugiados (Acnur) publicados neste domingo. O fluxo deve aumentar ainda mais nos próximos dias, disseram.

“Mais de 1,5 milhão de refugiados da Ucrânia entraram nos países vizinhos em 10 dias. Esta é a crise de refugiados de crescimento mais rápido na Europa desde a Segunda Guerra Mundial”, tuitou o alto comissário da ONU para os refugiados, Filippo Grandi.

De acordo com o Acnur, já são, ao todo, 1.534.792 refugiados que fugiram da guerra da Ucrânia. Os números incluem o território controlado por Kiev, com mais de 37 milhões de habitantes, mas não a península da Crimeia —  anexada pela Rússia em 2014 — nem as duas áreas controladas pelos separatistas pró-russos no Leste do país.

Ainda segundo a ONU, é esperado que até quatro milhões de pessoas possam abandonar o país devido ao conflito nas próximas semanas.

A Polônia é o país que recebeu o maior número de refugiados até o momento, a maioria mulheres e crianças, pois os homens em idade de combater não podem abandonar o país. Segundo guardas fronteiriços poloneses, o número de refugiados que entrou no país desde 24 de fevereiro é de 885.303.

No sábado, a Polônia registrou o recorde de entradas, com 129 mil refugiados em apenas um dia. A maioria deles tem nacionalidade ucraniana, mas também há poloneses, uzbeques, bielorrussos, indianos, nigerianos, marroquinos, afegãos, paquistaneses, americanos e russos.

Na Polônia, onde já viviam 1,5 milhão de ucranianos antes da ofensiva russa, as pessoas se organizam nas redes sociais para arrecadar dinheiro e medicamentos e também oferecem moradia, comida, trabalho e transportes gratuitos aos refugiados.

A Hungria, por sua vez, recebeu 169.053 refugiados, segundo o Acnur, 11% do total. O país possui cinco postos fronteiriços com a Ucrânia e várias cidades limítrofes, como Zahony, disponibilizaram edifícios públicos para alojar ucranianos.

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