Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

NULL NULL

Darlan Romani comemora a ‘derrubada do muro’ com título mundial em Belgrado

“Bati na trave tantas vezes… Agora acertamos e derrubamos este muro aí”. A frase de Darlan Romani, que conquistou o título mundial indoor do arremesso do peso, sábado, em Belgrado, poderia ser do Senhor Incrível, personagem de animação da Disney/Pixar, um super-herói fortão que derruba tudo pela frente e, não à toa, virou o apelido […]

Por O Diário
22/03/2022 09h42, Atualizado há 688 meses

“Bati na trave tantas vezes… Agora acertamos e derrubamos este muro aí”. A frase de Darlan Romani, que conquistou o título mundial indoor do arremesso do peso, sábado, em Belgrado, poderia ser do Senhor Incrível, personagem de animação da Disney/Pixar, um super-herói fortão que derruba tudo pela frente e, não à toa, virou o apelido de Darlan. O brasileiro, que está entre os melhores arremessadores do mundo e na época da mais talentosa geração de todos os tempos, não havia subido ao pódio de um Mundial de atletismo ainda.

Desde 2016, ele bateu na trave em mundiais indoor e outdoor e também nos Jogos Olímpicos. Darlan vinha de dois quarto lugares nas edições de Portland-2016 e de Birmigham-2018 (indoor). Em 2019, no Mundial outdoor do Qatar, um dos mais fortes da história, também foi quarto, mesma posição de Tóquio-2020. No Rio, na edição de 2016, foi quinto. Agora o muro foi derrubado.

— É um alívio muito grande porque parecia que tinha um muro muito grande na frente e a gente batia, batia e batia e parecia que eu não passaria deste quarto lugar — disse Darlan ao GLOBO, no aeroporto de Zurique, antes do embarque para o Brasil. — Aos poucos estou assimilando o que é esta tão sonhada medalha. Quero abraçar muito a minha família — completou ele, que chega hoje ao Brasil.

Em 2019, no Qatar, Darlan arremessou 22,53m na final, a mesma marca que lhe rendeu o ouro em Belgrado. Mas que lhe deixou fora do pódio três anos atrás, quando o americano Joe Kovacs fez o recorde da competição com 22,91m, seguido por Ryan Crouser e Tomas Walsh (ambos com 22,90m).

— Um dia é “o dia”. Com 22,53m, fui quarto em 2019. Agora, contra mesmos competidores, fiquei em primeiro.

Planejamento de carreira e cursos de vinhos: Fernanda Garay conta sobre pausa para gravidez.

Darlan é casado com Sara, quase uma Mulher Elástica. Ex-atleta do salto com vara, é ela quem cuida da casa, da filha Alice, de 6 anos, da empresa de transportes do casal, da carreira do marido e do projeto social Atletismo na Rua e Atletismo na Escola, ambos em Bragança Paulista, onde moram. 

— Nos sentimos mortos após todos os quartos lugares. Ele se perguntava se fazia algo de errado para ser quarto de novo. Buscamos muita força para a virada. Ele deu 300% e foi com tudo. Chegava a dormir sentado. E eu tomei todas as responsabilidades, me “estiquei” para tomar conta de tudo — diz Sara, rindo e entrando na brincadeira da família de super-heróis.

— Fácil não foi. Mas ele nunca desistiu, teve fé. Se ele desistisse, quantas pessoas estariam nessa também? Ele superou a depressão cuidando da parte mental. Ele é incrível mesmo.

Darlan diz que a família o ajudou nessa virada. O ouro no Mundial indoor veio com recorde do campeonato e sul-americano (a melhor marca da carreira é 22,61m, também recorde sul-americano outdoor), superando Crouser (22,44m) e Walsh (22,31m). Foi é a primeira derrota em dois anos de Crouser, atual bicampeão olímpico e recordista mundial ao ar livre (23,37m) e em pista coberta (22,82m).

— O sonho está só começando: 2024 está aí e a responsabilidade aumentou — disse Darlan, que teve ciclo conturbado para Tóquio.

Durante a pandemia, sua mãe e irmão tiveram casos graves de Covid-19 (80% do pulmão do irmão foi tomado pelo coronavírus). Darlan também adoeceu após visitar os parentes na UTI. Chegou a perder 10 quilos. Mas, o pior, na sua opinião, foi ter ficado afastado do seu técnico, o cubano Justo Navarro, por cerca de um ano. Navarro ficou retido em Cuba e mandava treinos em planilhas para Darlan. O Mundial de Belgrado marcou o reencontro da dupla, junta desde 2010:

— O olho do dono é que engorda o gado. Mesma coisa aqui. O treinador faz toda a diferença — comparou Darlan, que ainda superou uma cirurgia de coluna, feita em fevereiro de 2021.

Após os percalços, chegou em Tóquio com boas chances de pódio, mas ficou atrás de Crouser, Kovacs e Walsh e desabafou: “Não quero mais isso para a minha vida. Se dava 200% de mim, vou dar 300%”.

— Eu parei, estudei, me dediquei ainda mais. Não aceitava mais o quarto lugar e decidi romper esta barreira. Foi um grande aprendizado e tenho muito a superar ainda. Quero uma medalha olímpica — disse Darlan, que antes de voltar ao batente, de olho no Mundial outdoor de Oregon, em julho, quer celebrar: — Comi uma pizza no hotel logo depois da competição. Agora quero comemorar com a minha família, com abraços apertados e agradecer por estarem ao meu lado. Eles é que são incríveis.

Mais noticias

Tarot semanal: previsão para os signos de 03 a 09 de agosto de 2026

Tarot do dia: previsão para os 12 signos em 02/08/2026

Horóscopo do dia: previsão para os 12 signos em 02/08/2026

Veja Também