Corrida e bike: Mogi redescobre o duathlon
Mogi das Cruzes é uma cidade que pulsa a emoção do esporte. Entre as atividades mais fortes por aqui estão o ciclismo e suas modalidades. Das vias urbanas à natureza densa e cheia de trilhas, o horizonte da cidade somado a ‘um bucado de gente’ apaixonada pelo ‘ar na cara’ abre leque de possibilidades para […]
05/12/2021 08h32, Atualizado há 688 meses
Mogi das Cruzes é uma cidade que pulsa a emoção do esporte. Entre as atividades mais fortes por aqui estão o ciclismo e suas modalidades. Das vias urbanas à natureza densa e cheia de trilhas, o horizonte da cidade somado a ‘um bucado de gente’ apaixonada pelo ‘ar na cara’ abre leque de possibilidades para o universo da bike. Nos últimos meses, a cidade tem redescoberto o duathlon, ou duatlo, – evento atlético que consiste de um trecho inicial de corrida, seguido por uma parte de ciclismo e novamente outra etapa de corrida, num formato assemelhado ao triatlo –, com bastante potencial para crescer. Há também os mogianos que buscam ir um pouco mais além, descendo para Bertioga e outras cidades do litoral, para acrescentar a natação nesta fórmula.
Um dos pontos de Mogi que voltou a receber esse tipo de competição, após pausa em razão da pandemia, é a avenida das Orquídeas, que caiu no gosto dos organizadores. A via, inaugurada em 2019, conta com bastante espaço livre às margens – uma atração à parte nos finais de semana – além de pistas largas.
A cidade recebeu séries de duatlo em 2021 e novas competições estão agendadas para o ano que vem. A Crono Series Duathlon realizará quatro etapas em Mogi no próximo ano, sendo a primeira agendada para 6 de fevereiro. A descrição do evento ajuda a entender mais o esporte.
A etapa é dividida em duas distâncias. A primeira, sprint, conta com corrida de cinco quilômetros. Na sequência, os participantes encaram 20 km de ciclismo e mais 2,5 km de corrida.
Para os mais avançados tem também a distância standard: 10 km corrida + 40 km ciclismo + 5 km corrida. Informações podem ser conferidas no site do organizador (https://cronosports.com.br/).
No duathlon, o participante tem que fazer o ciclismo e a corrida sem interrupção. Normalmente, a prova começa com corrida de percurso maior, depois vem o pedal, e termina com corrida de percurso menor.
Nesse emaranhado, a cidade abre espaço para histórias inspiradoras. É o caso de Carlos Alberto Soares, de 66 anos. Ele começou a praticar esportes aos 58 anos, por meio da bike. Hoje, experimenta também a corrida, natação e surf, e se prepara para participar do primeiro thiatlon, no ano que vem, em Ilhabela, e quem sabe experimentar o duathlon mogiano no futuro.
“Mogi tem muito potencial para expandir no mundo da bike. O duathlon é algo que veio para somar aqui, já que não temos a água para complementar”, avalia. “É desafio, mas faz um bem danado”, acrescenta, falando sobre a modalidade que demanda treino.
Carlos enxerga, porém, que ainda falta divulgação da prática. “Tem potencial para crescer muito, é só divulgar”, acrescenta, dando uma dica para futuros organizadores. O local apontado por ele para as competições é justamente a avenida das Orquideas. O esportista conta que a idade não o impediu de praticar esportes e que busca ser inspiração para outras pessoas. “Sempre dá para dar uma chance para começar algo novo”, informa – isso claro, com cuidados e acompanhamento médico quando necessário.
Ele segue treinando e prática esportes todos os dias. Começou na bicicleta, faz surf, corrida de rua e bike indoor. De todas as atividades, a primeira paixão foi o montain bike. “Fumei durante 45 anos, consegui largar por causa da bicicleta. Quando começamos a perceber os benefícios do esporte, começamos a mudar nossa mente”, conta.
A vida dele deu mesmo reviravolta depois que começou a andar de bicicleta. Entrou de cabeça na prática e não parou mais. Começou a postar as aventuras nas redes sociais, onde é seguido por mais de 5 mil pessoas. Faz os passeios pela cidade, visita pontos turísticos e até atravessa rios. “O importante é achar o esporte que você gosta”, finaliza.
Corrida e bike
Alternativa ao triathlon, o duathlon surgiu na Europa sem a natação, porque no período de inverno o frio impedia treinos e competições na água, e cada vez mais se populariza no Brasil como um esporte de duas modalidades que exigem força e resistência do atleta para se superar na corrida e nas pedaladas.
O incentivo à prática da corrida de rua e andar de bicicleta tem contribuído para o crescimento da modalidade, que pode ser realizada tanto ao ar livre como dentro das academias (esteira e bicicleta ergométrica).
A disputa em campeonatos oficiais ocorre em duas distâncias: Standard – com 10 km de corrida, 40 km de ciclismo e 5 km de corrida; ou Sprint – 5 km de corrida, 20 km de ciclismo e 2,5 km de corrida, segundo informações da Confederação Brasileira de Triathlon).
Com a popularidade dos esportes radicais, uma nova forma de duathlon surgiu, chamado de “Duathlon off-road”. A modalidade consiste em uma corrida de montanha em uma trilha ou terreno irregular, seguido por um percurso de mountain bike e novamente uma corrida de montanha.
Trata-se de um esporte desafiador com uma grande dose de motivação aos competidores, por envolver duas modalidades que exigem condicionamento físico e capacidade de superação.