Batida tira Mick Schumacher do GP da Arábia; relembre outros acidentes recentes
A Fórmula 1, de tempos em tempos, relembra como é um esporte de risco. Durante treino classificatório, neste sábado (26), o alemão Mick Schumacher bateu com a Haas a 200km/h. O choque contra um dos muros do circuito de rua de Jeddah, na Arábia Saudita, deixou o carro destruído e gerou preocupação até a confirmação […]
27/03/2022 11h00, Atualizado há 688 meses
A Fórmula 1, de tempos em tempos, relembra como é um esporte de risco. Durante treino classificatório, neste sábado (26), o alemão Mick Schumacher bateu com a Haas a 200km/h. O choque contra um dos muros do circuito de rua de Jeddah, na Arábia Saudita, deixou o carro destruído e gerou preocupação até a confirmação de que o piloto estava bem.
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Mick, filho do heptacampeão Michael Schumacher, foi encaminhado de helicóptero para o hospital, para exames. Horas depois do treino classificatório, a Haas informou que o piloto está fora do grid de largada na prova deste domingo, às 14h (de Brasília). Com isso, a equipe terá apenas Kevin Magnussen.
Por meio das redes sociais da Haas, Mick confirmou que está bem e agradeceu as mensagens: “Olá a todos, só queria dizer que estou bem. Obrigado pelas mensagens gentis. Voltaremos mais fortes”, escreveu.
O treino retornou depois de uma hora e a Red Bull surpreendeu ao fazer o tempo mais rápido, à frente de dois carros da Ferrari.
Ano passado, duas batidas geraram maior preocupação. Ambas protagonizando a disputa entre o inglês Lewis Hamilton e o holandês Max Verstappen. A primeira, no Grande Prêmio da Inglaterra. Durante uma tentativa de ultrapassagem de Hamilton, os carros se tocaram, a Red Bull de Verstappen saiu da pista e se chocou com o muro com desaceleração equivalente a 51 vezes a força da gravidade.
Depois, no Grande Prêmio da Itália, novamente numa disputa de posição, o carro do holandês passou por cima da Mercedes de Hamilton. Um dos pneus da Red Bull bateu na cabeça do piloto inglês. Se não fosse o halo, o impacto poderia ter sido com força muito maior.
Em 2020, o mundo do esporte ficou paralisado com o acidente do francês Romain Grosjean no Grande Prêmio do Bahrein. O piloto da Haas perdeu o controle do carro ainda na primeira volta, depois de tocar em Daniil Kvyat, da Alpha Tauri. Desgovernado, o carro partiu ao meio depois de se chocar com o guard rail a 190km/h. O carro pegou fogo com Grosjean dentro e o francês conseguiu deixar o cockpit com queimaduras nas mãos e nos tornozelos.
O último acidente fatal da Fórmula 1 aconteceu em 2014, no Grande Prêmio do Japão. O francês Jules Bianchi perdeu o controle da Marussia e saiu da pista. O choque foi grave porque o carro se chocou com o trator que fazia a remoção de um outro carro, que havia batido na mesma curva.
Por conta da batida, ele permaneceu em coma por nove meses, até falecer, em 2015.
A Fórmula 1 vem investindo cada vez mais na segurança dos carros. Mesmo com alguns acidentes visualmente impactantes dos últimos anos, os pilotos conseguem sair ilesos ou com poucos ferimentos. Antes de Jules Bianchi, os dois acidentes fatais ocorreram no mesmo fim de semana, no circuito de Ímola, durante o GP de San Marino, em 1994. O austríaco Roland Ratzenberger morreu após forte impacto no treino classificatório. No dia seguinte, em 1º de maio, a vítima foi o brasileiro Ayrton Senna.