Após eliminação no NBB, técnico Guerrinha faz retrospecto do Mogi Basquete
Assim que chegou ao Mogi das Cruzes Basquete, em 2016, o técnico Jorge Guerra – o Guerrinha – levou o time a dois triunfos. Em apenas três meses à frente da equipe, ele conquistou o Campeonato Paulista e o título inédito da Liga Sul-Americana de Basquete. Na temporada atual, os mogianos chegaram às quartas de […]
07/05/2021 15h52, Atualizado há 688 meses
Assim que chegou ao Mogi das Cruzes Basquete, em 2016, o técnico Jorge Guerra – o Guerrinha – levou o time a dois triunfos. Em apenas três meses à frente da equipe, ele conquistou o Campeonato Paulista e o título inédito da Liga Sul-Americana de Basquete. Na temporada atual, os mogianos chegaram às quartas de final do NBB (Novo Basquete Brasil), mesmo em meio aos problemas financeiros. Fazendo um retrospecto, o treinador diz que, mais uma vez, a palavra que define o grupo é “resiliência”.
Apesar desse espírito de superação, Guerrinha diz que seu futuro em Mogi é incerto. “As definições dependem muito da diretoria, deles acertarem as coisas que estão para trás em termos de pagamento, estabelecerem um novo orçamento para frente e a gente ver quem fica e quem não fica. Eu tenho que conversar ainda com o Nilo (Guimarães, gestor do clube), não tem nada definido, nem a equipe está definida. São muitas incertezas no momento, possivelmente nas próximas semanas ou meses teremos mais respostas”, afirma.
Mesmo fazendo boas temporadas nos últimos anos – em 2020, Guerrinha foi eleito o técnico do ano no NBB – o treinador não vê apoio fora das quadras. Ele diz que os bons campeonatos que a equipe mogiana vem apresentando, não estão tendo uma resposta em termo de patrocinadores, por parte da comunidade empresarial de Mogi, mesmo que a equipe esteja entre as melhores até mesmo das Américas.
“Tendo todas essas dificuldades administrativas, a equipe em momento algum se deixou abater. Por isso eu digo que a maior qualidade foi a resiliência e a superação. Nós buscamos sempre representar com dignidade, com força, tentando acima dos limites conseguir resultados que favorecessem a equipe a manter a tradição de time de guerreiro. Claro que tivemos vários defeitos, o que é normal para uma equipe em formação. Isso não dá uma consistência ao time, nem uma qualidade igual a outras equipes que investiram pesado no campeonato”, analisa Guerrinha.
Perspectiva
Nos bastidores, Nilo Guimarães é quem gere o clube. Ele acredita que a perspectiva para o futuro da equipe é boa e que o momento, por conta da pandemia, é difícil para todos em termos de patrocínio. “Mas nós vemos condições de renovar com todo o elenco ou, pelo menos, quase todo”, conclui.