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A primeira Copa do Mundo

A Copa do Mundo foi um velho sonho idealizado pelo francês Jules Rimet, presidente da FIFA entre os anos de 1920 e 1954. Diferente dos dias atuais, onde a competição mobiliza o mundo todo, concentrando cifras astronômicas, a primeira Copa do Mundo tinha pinta de fracasso. O fantasma financeiro em que vivia o mundo devido […]

Por O Diário
21/08/2021 14h12, Atualizado há 688 meses

A Copa do Mundo foi um velho sonho idealizado pelo francês Jules Rimet, presidente da FIFA entre os anos de 1920 e 1954. Diferente dos dias atuais, onde a competição mobiliza o mundo todo, concentrando cifras astronômicas, a primeira Copa do Mundo tinha pinta de fracasso.

O fantasma financeiro em que vivia o mundo devido à crise de 1929, proveniente da quebra da bolsa de valores de Nova York, além da falta de interesse das grandes forças do futebol europeu como Itália, Alemanha, Áustria, Espanha e Hungria, fizeram com que o primeiro mundial não despertasse muito interesse.

No período amador do futebol, atravessar um continente para disputar um mundial era algo sofrível. As seleções da Europa que se aventuraram: França, Romênia, Bélgica e Iugoslávia, precisavam treinar no convés do navio. O Uruguai acabou sendo escolhido como o país sede da primeira Copa do Mundo, pelo merecimento de ser na época o bi campeão olímpico (1924 em Paris e 1928 em Amsterdã), originando o apelido de Celeste Olímpica.

O povo uruguaio literalmente jogou junto com a sua seleção dentro de campo. A final da Copa foi realizada contra a rival Argentina, reeditando a decisão dos jogos olímpicos de 1928. Na decisão, os uruguaios pressionaram de todas as formas, inclusive a arbitragem.

O povo do Uruguai estava disposto a conquistar o primeiro título mundial na marra. Com gritos de “Vitória ou Morte” vindos do estádio Centenário em Montevidéu, construído especialmente para a Copa, o Uruguai venceu a Argentina por 4×2 conquistando o primeiro título mundial da história, uma conquista que foi encarada pelos uruguaios como uma verdadeira guerra de sangue!

A participação brasileira neste mundial foi um fiasco. Com uma verdadeira bagunça administrativa e um bairrismo enorme por parte dos cariocas, que acabou em deixar de fora do mundial os paulistas Feitiço e Friedenreich, os melhores jogadores do Brasil na época, a participação brasileira resumiu – se a apenas duas partidas, uma derrota por 2×1 para a Iugoslávia e uma vitória por 4×0 contra a Bolívia, que de nada adiantou.

Preguinho, jogador do Fluminense, foi o primeiro brasileiro a marcar um gol em uma Copa do Mundo. Para se ter idéia da bagunça, sequer treinador o Brasil possuía. O médico carioca e ex – jogador de poucos recursos, Píndaro de Carvalho acabou sendo nomeado para o cargo. A principal desculpa do fiasco foi o frio de Montevidéu, o que foi desmentido pelo jogador Fausto Maravilha Negra, que declarou que os jogadores não tremeram de frio, mas sim de medo.

algmartinez@bol.com.br

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