‘Vista-se de Poesia’ está em cartaz no Centro Cultural de Mogi
Projeto que transforma em arte a dor do luto, ‘Vista-Se de Poesia’ está em cartaz no Centro Cultural de Mogi até o dia 20 de dezembro. Até esta data será possível sentir poesia em palavras e também em roupas, acessórios e outros itens que compõem a mostra. Aliás, uma reportagem especial publicada por O Diário […]
29/11/2021 16h07, Atualizado há 688 meses
Projeto que transforma em arte a dor do luto, ‘Vista-Se de Poesia’ está em cartaz no Centro Cultural de Mogi até o dia 20 de dezembro. Até esta data será possível sentir poesia em palavras e também em roupas, acessórios e outros itens que compõem a mostra. Aliás, uma reportagem especial publicada por O Diário em junho também pode ser lida por lá.
A história que deu origem à exposição é triste: no dia 30 de março deste ano, a Covid-19 matou um casal de pastores. “Ao desmontar a casa da minha mãe, Marlene Santana Caetano, de 68 anos e de meu padrasto, Aparecido Laudevino Caetano, de 70 anos, que faleceram muito próximo de serem ambos vacinados em um mesmo dia, foi uma dor sem igual”, escreve a poetisa, autora, agitadora cultural e criadora da ação, Carla Pozo.
Não é como se ignorasse a tristeza, mas sim como se a canalizasse para algo positivo. Carla buscou “respiro mental” em uma atividade aparentemente sem importância: desmontar caixas de madeira. Enquanto fazia isso, viu um “casaquinho florido”, que pertencia à mãe. Nascia ali uma poesia.
A poesia logo virou uma “sequência de reflexões poéticas” que se traduziram em três pilares. O primeiro deles é a exposição, que já esteve na Loja do Bem do Instituto Léa Campos, no Mogi Shopping, na Câmara Municipal e agora chega ao Centro Cultural; o segundo é um catálogo digital que “amplia os olhares, diálogos e fazeres”; e o terceiro, já realizado, é uma agenda de lives “sobre vivências e suas possibilidades de cura”.
Quem for visitar a mostra vai encontrar, portanto, objetos simples, mas que têm um caráter especial. São itens como uma gravata, colares, sapatos, um relógio, um prego. Tudo é poesia.
No catálogo online, tudo é embalado pelo fundo azul e calmante do mar, e o cenário em si já é a primeira poesia. “É a reflexão da força da natureza, que insiste em renascer. Ela vai e vem, como as ondas”, reflete Carla.
Agora, no Centro Cultural, que fica ao número 360 da praça Monsenhor. Roque Pinto de Barros, no Centro de Mogi, a ideia é fazer com que mais pessoas “entendam que temos o direito de ser frágil, de chorar, mas as pessoas ao redor precisam de nós, então é preciso ajudar a buscar outro olhar”. O horário para visitação é das 9 horas às 16h45, de segunda-feira à sábado.