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Veja como foi o show de Oswaldo Montenegro em Mogi

Oswaldo Montenegro foi capaz de “hipnotizar” mais de 500 pessoas a partir da música. Pela turnê ‘Lembrei de Nós’, ele se apresentou em Mogi das Cruzes no último sábado (20), no salão social do Clube Náutico Mogiano. Quando subiu ao palco, Oswaldo Montenegro foi ovacionado pela plateia. E ele não perdeu tempo. Emendou uma sequência […]

Por O Diário
26/08/2022 14h15, Atualizado há 689 meses

Oswaldo Montenegro foi capaz de “hipnotizar” mais de 500 pessoas a partir da música. Pela turnê ‘Lembrei de Nós’, ele se apresentou em Mogi das Cruzes no último sábado (20), no salão social do Clube Náutico Mogiano.

Quando subiu ao palco, Oswaldo Montenegro foi ovacionado pela plateia. E ele não perdeu tempo. Emendou uma sequência de canções, como ‘Eu Quero Ser Feliz Agora’, ‘Intuição’, ‘Lembrei de Nós’, ‘Aquela Coisa Toda’ e outras.

Aos 66 anos, demonstrou destreza nas cordas e teclas. E também no gogó. O músico estava feliz em poder apresentar, para o público de Mogi e região, um repertório com sucessos de diferentes décadas. Estava em casa. E depois de cantar ‘Estrada Nova’, pediu para que as luzes da plateia se acendessem.

“Agora, uma hora legal. A gente bate papo sobre o que vocês quiserem. Sabe aquela música, que quer saber como foi feita? Aquele boato que quer confirmar ou desmentir? Fica tranquilo, porque não tem pergunta indiscreta, só resposta indiscreta”, disse ele, bem humorado, anunciando uma oportunidade única para os fãs.

Essa fala deu início a um momento descontraído e ao mesmo tempo íntimo. Como se fossem amigos de longa data, plateia e artista interagiram. Era só levantar a mão e perguntar. Sem burocracia. Depois, bastava ouvir as respostas. Coisas como “cometi um erro muito grave: eu era jovem”, ditas por Oswaldo Montenegro.

Ele explicou, depois de dar risada: “quando eu era jovem, adorava a música do Bob Dylan que dizia que a resposta estava soprando no vento”. A referência é a canção ‘Blowin’ In The Wind’, de 1963. “Mas já sei que não tem resposta nenhuma. O vento sopra, mas não traz nada”, disse ele, que também falou sobre a relação com a solidão e cantou ‘Só’, à capela.

Como se quisesse desabafar com a audiência, o artista falou, fez piada, se divertiu. Cantou e encantou, para recorrer ao clichê. E nas mesas, as pessoas correspondiam. Amigos se abraçavam, olhares se cruzavam e sorrisos se abriam.

Entre explicações, conselhos e histórias contadas por Oswaldo Montenegro, como uma sobre seu apartamento colorido, que ficou famoso em 2020, teve espaço, como não poderia ser diferente, para a faixa ‘A Lista’.

Alguém perguntou como foram criados os tradicionais versos (“Faça uma lista de grandes amigos / Quem você mais via há dez anos atrás / Quantos você ainda vê todo dia? / Quantos você já não encontra mais?”). A resposta é mais simples do que poderia parecer: “fiz quando descobri que cabelos brancos são irreversíveis”.

Por essas e outras, o sentimento de quem foi se resume em uma só palavra: “gratidão”. Tanto que, depois que as perguntas já haviam sido encerradas e o show retomado, um homem chamou Oswaldo, que foi à beira do palco e ouviu: “obrigado por sua insanidade”.

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