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Primeiro grande graffiti de Mogi tem o autismo como bandeira

O término de um belíssimo painel colorido com a imagem de Rafael, autista escolhido para ser retratado pelos artistas Fabrício Bozer Cruz (@bozercruz), Racil Saraiva (@racil43) e None (@srnome), marca o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo celebrado neste sábado (2) em Mogi das Cruzes. É o primeiro grande graffiti que toma as laterais […]

Por O Diário
01/04/2022 08h54, Atualizado há 688 meses

O término de um belíssimo painel colorido com a imagem de Rafael, autista escolhido para ser retratado pelos artistas Fabrício Bozer Cruz (@bozercruz), Racil Saraiva (@racil43) e None (@srnome), marca o Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo celebrado neste sábado (2) em Mogi das Cruzes. É o primeiro grande graffiti que toma as laterais de um prédio na rua Tenente Manoel Caetano, na região central de Mogi das Cruzes. Nesse caso, a arte toma partido político e social: o TEA (Transtorno do Espectro do Autismo).

Pelas redes sociais dos artistas, pode ser acompanhada a série de detalhes da produção da estrutura que se inclui como pioneira na arte de rua de Mogi das Cruzes pela dimensão e a bandeira escolhida – a conscientização sobre o autismo e as lutas diárias de pais, amigos, profissionais e pessoas com TEA na defesa de direitos como saúde, educação e inclusão social.

Em um deles, Fabrício Bozer convoca: “E você que não conhece um autista procura um e seja amigo!”, antes de partilhar o término da grande peça: “E o artista virou obra de arte. Hoje terminamos um grande mural para conscientizar sobre o autismo. Nele, colocamos uma ilustração de uma grande criança da cidade de Mogi das Cruzes. Retratamos o Rafael @alegriaeautismo. A pintura foi realizada pelos artistas @racil43, @bozercruz e @srnome. O reigstro de dronoe foi feito pelo @andredrnini, e o projeto foi financiado pela ONG Ava”.

Confira um dos vídeos produzidos com bastidores da composição da obra. 

Novidade no cenário da arte de rua da cidade se une a outras iniciativas que desde os anos 2000 passou a ser reconhecida, divulgada e produzida em muros e fachadas mogianas, por meio de iniciativas dos próprios artistas e de projetos culturais iniciados pelo poder público como as secretaria municipal e estadual de Cultura.

Em suas redes sociais, Bozer compartilhou etapas do projeto resultado de parcerias com outros artistas e empresas de comunicação.

Há vídeos que retratam o passo a passo do graffiti, que refresca a cena urbana mogiana, e inclui Mogi, no mesmo piso de grandes cidades de todo o mundo. Quem começou primeiro foram São Paulo, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, para ficar em algumas, brasileiras, que cederam espaços e ruas para o graffiti como elemento de arte na arquitetura urbana.

Fabrício Cruz, Bozer, começou a escrita no graffiti em 1997, “com o simples objetivo de dar vazão às inspirações cotidianas que o acercavam. O artista encontrou na arte de rua uma forma de expressar valores e críticas sociais”, como ele se apresenta, em currículo encontrado no site da Prefeitura de Mogi.

Cravou assinaturas em muros das periferias de São Paulo, Rio de Janeiro ou Santa Catarina,  além de diferentes museus e mostras coletivas.

Na “garagem” mogiana, tem participado de ofícios como a resistência artística durante a pandemia (veja reportagem de O Diário)

Atuou por dez anos, a função de educador de artes visuais no Projeto Educarte, na Fundação Casa (antiga FEBEM).

Essa proposta era direcionada para adolescentes em situação de vulnerabilidade extrema e em conflito com a lei, por meio de oficinas de artes visuais, dança e artes cênicas. O enfoque principal tinha como foco a prevenção das situações em que os adolescentes pudessem se envolver, como violência e drogas.

Em 2009 iniciou como tatuador, na Klash Tattoo, em Mogi, e, em 2013 empreendeu projeto próprio, a Boozone Brand, moda influenciada pela rua, com um espaço físico compartilhado com seu próprio estúdio.

Graffiti ou grafite

O termo que pode ser grafado como grafite ou graffiti, como é mais comum de ser encontrar entre as publicações dos artistas que produzem essa arte, vem do latim “graffiti” e do grego ‘graphein’.

Desde o Império Romano, marcas, ideias e desenhos são gravados em paredes como meio de expressão do pensamento e arte.

Da história antiga, foram legados ao presente, em  caligrafias ou imagens pintadas ou esculpidas, os  grafites.

 

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