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Perfil e torneio valorizam o trabalho de tatuadores de Mogi

Foi lançada no último dia 13 o desafio final do 1° Torneio Online de Tatuagem de Mogi. O público pode acompanhar o projeto – que traz conceito inédito e foi ‘criado do zero’ buscando valorizar o trabalho de tatuadores mogianos – no perfil do Instagram e Facebook Tatuagem em Mogi das Cruzes (@tattooemmogi). Elaborada por Rodrigo […]

Por O Diário
16/05/2021 12h30, Atualizado há 688 meses

Foi lançada no último dia 13 o desafio final do 1° Torneio Online de Tatuagem de Mogi. O público pode acompanhar o projeto – que traz conceito inédito e foi ‘criado do zero’ buscando valorizar o trabalho de tatuadores mogianos – no perfil do Instagram e Facebook Tatuagem em Mogi das Cruzes (@tattooemmogi). Elaborada por Rodrigo Pires Cardozo (rodrigotattoo), a página traz diversos conteúdos e tem feito um registro histórico do universo da tatuagem na cidade, tudo mesclado com uma natureza social – de ajuda ao próximo. 

Os trabalhos dos finalistas, com tema livre deverão ser entregues no próximo dia 26. Já no dia 27 acontece a live que apresentará a classificação do torneio, o vencedor do desafio e também o campeão. 

A ideia da competição, em formato de pontos corridos, é ir “além”. Foram oito participantes e sete desafios – que testaram as habilidades técnicas de tatuagem, desenho, experimentações, composição, criatividade, etc. A final ficou entre os dois que mais pontuaram Stanley Lucas (stly_ink) e Jhonny Willian (jhonnyinktattoo), que serão analisados pelos jurados por desenhos de tema livre. Os detalhes podem ser vistos no Tattoo em Mogi. 

Um dos desafios foi cancelado, em razão do agravamento da pandemia de Covid-19. 

A iniciativa tem planos para ampliar o torneio nos próximos anos, além do público iniciante. Essa edição foi apoiada pela Secretaria Municipal de Cultura de Mogi e pelo Sebrae-SP. 

“Temos um time grande de tatuadores profissionais que se comprometeram a participar. É uma proposta totalmente inédita no universo da tatuagem”, conta Rodrigo. Os troféus foram desenvolvidos, de graça, por Eduardo Barutti e Galo Graffiti, que apoiaram a iniciativa. 

Mais que uma simples disputa, ela surge da paixão pelo mundo da tatuagem e também ajudar o próximo. O torneio, que arrecada doações, já convertidas em mais de uma dezena de cestas básicas para famílias da cidade, surgiu de uma montanha-russa de ideias de Rodrigo, tatuador da cidade com 20 anos de bagagem. A ideia principal era de que os participantes pudessem aprender entre si.

Junto da disputa, a Tattoo em Mogi abriu uma chave pix (tattooemmogi@gmail.com) para arrecadar doações. A campanha ainda está de pé e é possível colaborar.

o 1° Torneio surgiu em meio aos desafios da pandemia. Tatuadores também precisam sustentar as famílias e como muitos comerciantes, também foram afetados. A ideia era compartilhar conhecimento.

“No começo da pandemia, no ano passado, tivemos a ideia de fazer algumas lives para que os artistas pudessem trocar informações. Compartilhar como se reinventar na pandemia. A tatuagem ficou paralisada e precisavamos de ideias, que compartilhavamos. Alguns tatuadores, por exemplo, organizaram rifas”, lembra Rodrigo. Foram feitos diversos workshops, que eram postados na página Tattoo em Mogi, que começou a engrenar em 2019. “Eu encontrei nesse projeto que eu já tinha a possibilidade de poder ajudar outros profissionais a encontrarem novos caminhos”, acrescenta. 

“No final do ano passado, em meio a pandemia, eu tive a ideia de fazer um torneio, voltado para os iniciantes da cidade. Colocamos cláusulas para que os participantes procurassem cooperar entre si, para que todos tivessem os melhores desempenhos”, conta Rodrigo. 

Além do torneio, a Tattoo em Mogi também tem buscado fazer um resgate da história da tatuagem na cidade, desde a chegada da primeira máquina elétrica até os dias atuais, e vem mostrando que a cidade tem nomes de peso. “É uma forma de mantermos essa memória viva para as futuras gerações, a cidade”

“Acho que temos que valorizar, na cidade, por exemplo, temos o Canela (Edson Canela), que tem uma grande história e trabalho fenomenal, sendo pioneiro em Mogi”, exemplifica Rodrigo para argumentar que sim, Mogi tem nomes de peso neste mundo. 

A página já montou biografias de tatuadores da cidade – está no radar refazer algumas delas, com novos detalhes. Por fim, tudo se resume em valorizar o trabalho de tatuadores de Mogi. “É uma vitrine para conhecer profissionais da cidade”, como destaca Rodrigo. Ele conta que não indica tatuadores, mas, no perfil,

Por isso, o perfil também criou a hashtag “tattooemMogi”, que acaba atuando como uma galeria virtual. “A proposta é que o pessoal da cidade possa acompanhar. Temos muito bons artistas. É interessante a gente valorizar o cenário local”, diz Rodrigo. 

Voltando a falar do 1° Torneio Online de Tatuagem em Mogi, Rodrigo cita que “foi um projeto criado do zero. Não teve como copiar. Foi aí que as parcerias, da Secretaria de Cultura e Sebrae, foram vitais para o desenvolvimento. O projeto deverá ganhar novas edições, mais refinadas, nos próximos anos. A ideia é abrir além dos tatuadores iniciantes”, acrescenta. 

Além dos finalistas, também se inscreveram Gustavo Diniz (gustavo_diniztattoo), Gabriel Ferreira (gabrielferreira.ttsp), Christopher Moreira (ciggantattoo), Paola Figueiredo (paolastattoo), Gabriel Venâncio (venancioink) e Diego Silva (diegao.tattoo).

Dificuldades

Rodrigo lembra que o período de quarentena, com comércios fechados, também afetou diversos profissionais do ramo da tatuagem em Mogi, que tiveram que fechar as portas por um tempo.

“Eu tive a ajuda de clientes, que chegaram a depositar uma quantia para mim e falaram que acertávamos depois, com uma tatuagem, quando possível. Eu fui muito ajudado e quis retribuir o universo”, conta. “Dai surgiu a ideia de arrecadar dinheiro para as cestas básicas. É o que podemos fazer”, conta. 

A verba do torneio foi revertida em 13 cestas básicas.

Ele conta que mesmo antes da pandemia, os estúdios, como o dele, sempre mantiveram os cuidados de higiene e estão prontos para receber o público com segurança nesta retomada economica.“Sobre a limpeza, sempre foi um negócio, de praxe, sempre limpávamos o estúdio, higienizamos bem. O meu estúdio, por exemplo, sempre foi pulverizado, material 100% descartável”.

Rodrigo espera que a cena local continue crescendo e que Mogi continue mostrando seu talento. 

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