‘Pequenos Músicos’ retorna com aulas de musicalização online às crianças de Mogi
Após ter o retorno adiado pelo afastamento de colaboradores que contraíram Covid-19, o projeto ‘Pequenos Músicos… Primeiros Acordes na Escola’ retornou nesta semana. A princípio, as atividades acontecem online, em 21 escolas municipais, onde milhares de crianças e adolescentes são atendidos. Segundo a prefeitura, o “som dos instrumentos sinfônicos” já pode ser ouvido, por exemplo, […]
05/08/2021 18h34, Atualizado há 688 meses
Após ter o retorno adiado pelo afastamento de colaboradores que contraíram Covid-19, o projeto ‘Pequenos Músicos… Primeiros Acordes na Escola’ retornou nesta semana. A princípio, as atividades acontecem online, em 21 escolas municipais, onde milhares de crianças e adolescentes são atendidos.
Segundo a prefeitura, o “som dos instrumentos sinfônicos” já pode ser ouvido, por exemplo, nos corredores do Cempre Prof. José Limongi Sobrinho, no Botujuru, desde a última segunda-feira (2).
A retomada é gradual, com “atividades presenciais, de acordo com os protocolos sanitários e a organização das escolas participantes”. Mesmo assim, as aulas de musicalização “serão realizadas inicialmente de forma remota”.
A volta dos ‘Pequenos Músicos’ era algo muito aguardado pelos mogianos desde o início deste ano, quando a renovação do contrato entre Secretaria Municipal de Educação e Sinfônica Mogi, entidade gestora da ação, foi adiada.
Após meses de negociações, o documento foi assinado em maio último, mas ao invés dos tradicionais R$ 4,5 milhões anuais, a renovação foi fixada em exatos R$ 2.374.451,48 e vale por seis meses, ou seja, até novembro próximo. Leia mais.
Retorno
Um dos instrumentos que voltaram a ser tocados é o clarinete de Beatriz Redondo, de 13 anos, que retomou as aulas nesta semana. “É muito bom voltar. Já era uma rotina para mim. Estou no projeto desde os sete anos. Senti muita falta de estar aqui”, disse. Com a mesma idade, Gustavo Ferreira dos Santos, está no projeto desde 2018 e também comemorou a volta. “É bom ficar com o pessoal e tocar. A música traz muita coisa boa”.
Os dois são alunos de Rayane Reis, monitora de madeiras, que também começou cedo na música aos oito anos na EM Prof. Mario Portes, em Jundiapeba. Aos 24 anos, ela cursa Letras e estuda fagote na Escola de Música de São Paulo, onde já estudou saxofone. “Estava muito ansiosa pelo retorno. Falei com eles desde a primeira aula na segunda-feira que fazer música nesse cenário em que estamos vivendo é uma vitória, um ato de resistência”, disse.
Na escola, o atendimento começou reduzido com 50 alunos divididos, de acordo com os protocolos sanitários. “A escola está recebendo as cores de volta. Essa retomada para nós é como se estivéssemos no palco novamente recebendo os aplausos da plateia”, disse o coordenador do projeto no Cempre, Ewerton Ravelli.
O grupo fará aulas de instrumentos nestes primeiros 15 dias e a próxima fase com uma possível retomada dos ensaios em grupo será definida após uma nova conversa entre a gestão da escola e os monitores do projeto.
Protocolos de segurança
Para as aulas presenciais, os protocolos seguidos pelo projeto são baseados em experiências que deram certo na retomada de grupos musicais dos Estados Unidos e Europa.
Além do controle dos monitores, a Brigada da Pandemia na Escola também faz o acompanhamento do cumprimento dos protocolos junto aos monitores e dos alunos. “A Brigada passa esporadicamente nas aulas, medindo a temperatura dos professores e verificando os protocolos. São muitos olhos atentos para que o sucesso desta retomada”, disse a diretora do Cempre, Deise Cardoso.
Neste ano, os projetos de educação musical ‘Pequenos Músicos… Primeiros Acordes na Escola’ e ‘Pra Ver a Banda Passar’, desenvolvidos pela Prefeitura de Mogi das Cruzes, por meio da Secretaria de Educação, atenderão mais de 30 mil alunos. São 17,9 mil alunos a mais do que no ano passado com a inclusão de aulas de musicalização no Pra Ver a Banda Passar, que atende escolas municipais e estaduais.