Parada do Orgulho LGBTQIAP+ de Mogi terá trajeto novo, trios e shows no dia 9
Após dois anos, Mogi das Cruzes realizada a 4ª Parada do Orgulho LGBTQIAP+ no próximo dia 9 (domingo), a partir das 12 horas, com novidades como a saída por ruas da cidade pela primeira vez, a partir da concentração que será realizada em frente ao Terminal de Ônibus Estudantes. Com dois trios elétricos e a […]
29/09/2022 07h38, Atualizado há 689 meses
Após dois anos, Mogi das Cruzes realizada a 4ª Parada do Orgulho LGBTQIAP+ no próximo dia 9 (domingo), a partir das 12 horas, com novidades como a saída por ruas da cidade pela primeira vez, a partir da concentração que será realizada em frente ao Terminal de Ônibus Estudantes. Com dois trios elétricos e a presença de lideranças, personalidades, drag queens e convidados, o evento faz parte do projeto Mais Orgulho, conquistado por meio de um edital público, e percorrerá vias da região do Centro Cívico até a Avenida Cívica, onde esse ato-festa acontecerá. É esperado um público com cerca de 5 mil pessoas.
A realização da Parada do Orgulho LGBTQIAP+ resulta de um edital de fomento à cultura e economia criativa inscrito por Regina Tavares, uma das vozes do movimento social que, em Mogi das Cruzes, luta pelo fim da violência contra transexuais, homossexuais, drags e outras vítimas de crimes como a homofobia, transfobia e outros tipos de preconceito.
Uma outra causa visa incluir a Parada de Mogi no calendário turístico municipal – o que foi rejeitado pela Câmara Municipal e é cobrado logo no tema da festa: “Seu Conservadorismo não irá nos parar”.
A série de assassinatos e crimes contra mogianas como Lola, Nataly Lily e Danielly Barby mantém Mogi das Cruzes no centro das discussões sobre o preconceito e a violência contra essa população.
O edital “Mais Orgulho” recebeu recursos públicos da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo, realizada por meio da Associação Paulista dos Amigos da Arte – APAA.
A realização da Parada possui apoio do Fórum Mogiano LGBT, do Coletivo Diversidade Alto Tietê, do Instituto CRIARTE e da Prefeitura de Mogi das Cruzes.
Mudanças
Com apresentação de Alexandra Braga, o evento musical, mas com DNA social e político, ocorre dois anos após a terceira edição quando a presença das pessoas atestou a aderência do público mogiano e de cidades do Alto Tietê à iniciativa.
Desta vez, ao invés de se desenrolar em apenas um endereço – a Avenida Cívica, a Parada mogiana sairá às ruas, como ocorre com essa marca de luta e entretenimento em todo o mundo. Este fato, a possibilidade de cumprir um desfile, pelas ruas mogianas, é um feito dos organizadores que está contando com o aval do poder público.
Aliás, a Parada LGBT ou Parada Gay, como também é chamada, ganha capilaridade entre capitais e cidades porque movimenta a indústria do turismo, do entretenimento, a economia local, no dia e na véspera da realização do desfile.
As siglas para denominar esse movimento se alternam desde meados do século passado com o avanço, no mundo, das pautas ligadas à preservação dos direitos, casamento entre pessoas do mesmo sexo e o fim à discriminação.
Como será
A concentração será na Avenida Dr. Cândido Xavier de Almeida e Souza, no Centro Cívico, ao lado do Fórum, UMC e do Terminal Estudantes. “Terá dois trios elétricos, que será palco para personalidades, autoridades do poder público, representantes de movimentos sociais, artistas drag queens, djs, e demais pessoas que contribuem para a construção de uma cidade sem preconceitos com a população LGBTQIAP+”, segundo afirma Regina.
Após a caminhada até a avenida Cívica, a organização conta que, ali, serão realizados os show com atrações como Vrá, Mell Collangi, DJ Guuto Ferreira, Layla Smiley Lupon, DJ Patrick Kaliel e o cantor Zolky.
Regina, que foi uma das fundadoras de grupos como o Fórum Mogiano LGBT, afirma que a “Parada LGBTQIAP+ de Mogi das Cruzes já é uma festividade tradicional da cidade, apesar de a Câmara Municipal ter rejeitado um projeto de lei que pedia a inclusão do projeto no calendário oficial de turismo”. Ela realça o fato de a desaprovação ter sido “uma rejeição inédita na história do parlamento que sempre aprovou datas comemorativas. Com o tema “Seu conservadorismo não irá nos parar, dá licença que a parada vai passar”, o evento faz uma provocação política para mostrar que a Parada é uma manifestação cívica e cultural de nossa cidade que resiste apesar da opressão e merece ser valorizada e respeitada pelo poder público, que até então não tem implantado políticas públicas efetivas no combate a discriminação, a violência e na garantia de direitos básicos como acesso a saúde, educação e trabalho sem discriminação”.
Além de cobrar políticas para tratar e conscientizar a população sobre o preconceito e a violência, os movimentos sociais lutam por outras medidas, como a melhoria da rede de proteção às vítimas de violência, além do acesso à educação e ao mercado de trabalho.
Regina afirma que uma comissão organizadora tem tratado sobre a realização da Parada há meses com o poder público. O objetivo é garantir a segurança e a tranquilidade aos participantes, com o paoio das equipes de segurança e de trânsito. A meta é ofertar ao público e militantes “um dia tranquilo, para comemorarmos a nossa diversidade”.
Para saber mais, as pessoas podem acompanhar as novidades sobre o evento nas redes sociais da Parada LGBTQIAP+ de Mogi das Cruzes no Facebook ou Instagram.