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Música, literatura e gastronomia movimentam programação das Fábricas de Cultura

As Fábricas de Cultura, programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerenciadas pela Poiesis, começam o ano de 2022 com uma programação animada e com atividades tanto no virtual como no presencial nas unidades da Zona Norte e Sul da cidade de São Paulo, além de Diadema. Todas as atividades […]

Por O Diário
28/12/2021 14h11, Atualizado há 688 meses

As Fábricas de Cultura, programa da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo e gerenciadas pela Poiesis, começam o ano de 2022 com uma programação animada e com atividades tanto no virtual como no presencial nas unidades da Zona Norte e Sul da cidade de São Paulo, além de Diadema. Todas as atividades são gratuitas.

Na Fábrica de Cultura Brasilândia, teatro e gastronomia são os destaques da programação. No dia 21 de janeiro, das 15h às 16h, o público poderá acompanhar presencialmente o espetáculo teatral “Quem Prospera Sempre Alcança”, realizado pela Próspera Trupe de Teatro. A produção une música, texto e encenação com uma linguagem de circo-teatro envolvendo a plateia em situações engraçadas sobre como alcançar os próprios objetivos e informações sobre empreendedorismo e planejamento financeiro.

Já no dia 28 de janeiro, a partir das 18h, o campeão do MasterChef 2020, Hailton Arruda, realiza a atividade “Gastronomia Quilombola” em que ensinará ao público do Facebook das Fábricas de Cultura a receita de um prato típico quilombola: um cozido de grão de bico e carne com especiarias utilizadas no continente africano.

A zona norte continua em destaque com as atividades da Fábrica de Cultura Vila Nova Cachoerinha que fará exibições presenciais de curtas-metragens. No dia 19 de janeiro, às 15h, será exibido o curta “Brincadeirantes”, dirigido por Paulo Henrique Machado, que apresenta um dia vivido por crianças cadeirantes que vivem juntas. Além do cinema, a Fábrica também terá atividades voltadas para a música. Em comemoração ao Aniversário da cidade de São Paulo, no dia 20 de janeiro, às 15h, será realizado o show presencial da banda Sete Chakras, em formato voz e violão, e do Trio Café.
 

Na Fábrica de Cultura Jaçanã, o foco das atividades será a produção cultural em regiões periféricas. Por meio da oficina “Elaboração de Editais”, coletivos e artistas independentes das periferias aprenderão a como escrever seus projetos para editais e equipamentos de cultura. A formação será dividida em dois encontros, nos dias 18 e 20 de janeiro, das 19h às 20h30, e serão ministrados por Natália Santos. A oficina presencial recebe inscrições de 11 a 18 de janeiro.
 

Para quem ainda quer entender melhor o papel da cultura na cidade, o bate-papo “Giro Cultural em SP”, com o Coletivo Estética Urbana, é uma ótima oportunidade. No dia 27 de janeiro, a partir das 19h30, o coletivo convida o público para uma conversa sobre a constituição histórica da cidade de São Paulo, bem como seus principais pontos de cultura, gastronomia, lazer e turismo.
 

No dia 25 de janeiro, a Fábrica de Cultura Jardim São Luís recebe o encontro anual de dança na Zona Sul de SP. O evento presencial “Da Ponte pra cá, nós dança”, cujo nome refere-se ao título da popular música “Dá Ponte pra Cá”, do grupo de RAP Racionais MC’s, tem como proposta reunir os grupos das periferias da zona sul para um grande evento de trocas e atividades, workshops e bate-papos e batalhas de dança nos estilos Hip-Hop Dance e suas vertentes.

Reabrindo seus palcos para novos artistas, a Fábrica de Cultura Jardim São Luís apresenta no dia 29 de janeiro, às 16h, shows de Rafael Duaity e Fernanda Coimbra. Cantor e compositor, Rafael Duaity faz parte do time de compositores das gravadoras Som Livre e DeckDisc; já Fernanda Coimbra apresenta músicas autorais que vão do brega ao jazz e traz em sua voz musicalidade e interpretação.

Ainda na Zona Sul, a Fábrica de Cultura Capão Redondo abre no dia 18 de janeiro a visitação para exposição “Meios Antropofágicos”, do artista Evandro Jeronimus, mais conhecido como “Meio Herói”. Influenciado pelos cem anos da Semana de Arte Moderna de 1922, o artista “Meio Herói” compartilha por meio de uma exposição de quadros, suas pesquisas como professor-artista, os seus desdobramentos estéticos, a busca pela experimentação, a liberdade de criação e a inovação.

No dia 22 de janeiro, das 18h às 21h, o Slam Capão realiza a oficina “Poesia Marginal”, que buscará abordar temas como o porquê de a poesia marginal ter esse nome; a diferença da poesia marginal para a poesia erudita; e quem pode fazer poesia marginal. A oficina ainda contará com um espaço para troca de ideias e produção de poesias autorais.

A literatura também será pautada na Fábrica de Cultura Diadema com o encontro “O Palco é Livre”, com Léo Vaz e Pluratis, que reúne dança e intervenções artísticas. Léo Vaz canta poesias juntamente com o violinista Allan Spirandelli e nos intervalos o palco é livre. Serão dois encontros, um no dia 13 de janeiro, das 19h às 21h, e outro no dia 15, das 15h às 17h. Ambos serão realizados em praças na região central de Diadema.

A programação de janeiro ainda conta com atividades virtuais, transmitidas no YouTube e no SoundCloud, promovidas pelas Bibliotecas das Fábricas de Cultura. No dia 12 de janeiro, a partir das 11h, a Equipe de Biblioteca realizará a atividade “Literatura Africana de Língua Portuguesa”, que apresenta obras de autores de países africanos que têm a língua portuguesa como idioma oficial.

A atividade “Negrosia: Poemas e Poesias Negras”, ocorrerá no dia 17 de janeiro, às 11h, sendo apresentada pelo auxiliar de leitura José Henrique que conduzirá uma leitura de poemas e poesias de escritoras e escritores negros. No mesmo dia, mas às 14h, a Equipe de Biblioteca promoverá a atividade “Afasta de Mim esse Cálice: Canções de Resistência”. No formato de podcast, colaboradores da biblioteca conversam e debatem o contexto de algumas músicas brasileiras compostas e cantadas na época da ditadura.

Já no dia 18 de janeiro, às 11h, será disponibilizado um podcast em que a Equipe de Biblioteca realiza a leitura do conto “O que queima”, que faz parte do livro “Doramar ou a Odisseia” (2021), de Itamar Vieira Junior.

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