Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

NULL NULL

Morre o professor e diretor de teatro Armando Sérgio da Silva aos 77 anos

Ator, diretor de teatro, pesquisador e escritor, o professor Armando Sérgio da Silva faleceu nesta sexta-feira (10) aos 77 anos. Há dois anos, ele tratava do pulmão e tinha acabado de ver concluída duas obras – uma escrita por ele, a coletânea Crônicas e Poemas de uma vida (Editora Lopes & Acioli), e um projeto […]

Por O Diário
11/02/2023 10h01, Atualizado há 688 meses

Ator, diretor de teatro, pesquisador e escritor, o professor Armando Sérgio da Silva faleceu nesta sexta-feira (10) aos 77 anos. Há dois anos, ele tratava do pulmão e tinha acabado de ver concluída duas obras – uma escrita por ele, a coletânea Crônicas e Poemas de uma vida (Editora Lopes & Acioli), e um projeto biográfico assinado pelo jornalista Walter de Souza, que está no ponto para ser lançado.

Nos últimos anos, Armando Sérgio batalhou pela vida, com idas e vindas a hospitais para cuidar do pulmão. Há uma semana, no entanto, ele foi internado na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital de Mogi das Cruzes, e faleceu na noite de ontem. 

Os amigos e familiares se despedirão dele no Velório Cristo Redentor, até o final da tarde de sábado (11), por volta das 17 horas, quando o corpo será levado para o Crematório Primavera, em Guarulhos.

As cinzas do mogiano serão deixadas no mesmo jazigo onde estão familiares dele, como a mãe, Benedita Cardoso Pereira, no Cemitério São Salvador.

Segundo o jornalista Leandro Sérgio, o pai vinha tratando da saúde debilitada há mais tempos e se preparava para iniciar um tratamento oncológico. As condições físicas dele, porém, não permitiram.

O professor deixa a mulher, Rosemary, os filhos Leandro, Sandro e Ana Cândida, seis netos, Luiza, Julia, Giuliano, Nando, Betina e Li, além de amigos e muitos alunos.

Influência

A arte, a criação e a cultura mogiana estão umbilicalmente entrelaçadas ao mogiano que atuou como ator e diretor de teatro a partir da década de 1960, ao lado de uma geração de tablado com nomes como a atriz e também diretora Clarice Jorge e Adamilton Andreucci, e outros que selaram a história de grupos como o Teatro Experimental Mogiano (TEM).

Uma obra já concluída e resultado de incentivo da Lei de Incentivo à Cultura (LIC) municipal, resgata esse legado e se concentra em atos da vida de Armando Sérgio, que foi secretário municipal de Cultura, durante as gestões dos ex-prefeitos Antonio Carlos Machado, entre 1983-1988, e de Francisco Nogueira/Manoel Bezerra de Melo, no período compreendido entre 1993-1996.

A obra Armando Sérgio – o artesão em sua oficina, tem projeto gráfico de Roberta Regato, e foi um projeto planejado pelo filho, Leandro, para homenagear o pai. Roberta contou, em rede social, que a primeira prova do livro foi entregue ao professor  na noite de Natal. “Uma pena, Armando, estávamos planejando um belo lançamento para você. Mas ele ser´feito da mesma forma com a sua presença em luz”, disse ela.

É da lavra da ação e do pensamento de Armando Sérgio o rompimento da centralização dos projetos públicos em endereços como o antigo Teatro Paschoal Carlos Magno (hoje, Vasques, que está fechado por tempoi indeterminado para obras).

O plano de atuação do ex-secretário, levou os recursos públicos para a cultura às margens e praças da cidade, com programas de incentivo a expressões como o samba, a dança e o teatro..

Surgiu, com ele, a Associação Mogiana de Escolas de Samba e Blocos, a Amesb.

Uma decepção da atuação no poder público, lembrada por ele, em entrevistas, foi não conseguir concretizar o projeto pessoal de construir um Centro Cultura/Escola de Artes, em Mogi das Cruzes, no período em que esteve à frente da pasta da cultura.

Nesta nova obra, será destaque a trajetória do professor na Escola de Comunicações e Artes da USP (Universidade de São Paulo). Segundo Leandro Sérgio, esse novo livro está para ser lançado.

Graduado em Artes Cênicas, mestre e doutor em Artes, e livre docência em Interpretação Teatral (1999) da USP, Armando Sérgio estava aposentado.

O acadêmico também foi fundador e orientador do Centro de Pesquisa em Experimentação Cênica do Ator (CEPECA/USP), formado por alunos da graduação, mestrado e doutorado.

É possível acompanhar a trajetória de Armando Sérgio em inúmeras publicações nas redes sociais. Entrevistas e artigos que contam memórias e feitos, como a primeira montagem de um espetáculo de Bertolt Brechet, em 1966, que garantiu a ele o Prêmio Governador do Estado – Melhor Diretor Amador do Estado de São Paulo. A peça foi a primeira que ele dirigiu em São Paulo (veja aqui). 

Recentemente, um dos amigos, o também ator e diretor Adamilton Andreucci, disse: “Falar de Armando Sérgio da Silva é simples e complexo. Homem singular, mas também plural, sintetiza em sua trajetória aquilo a que chamamos de Homem de seu tempo. Homem de Teatro desde sempre, imprimiu em seus textos, prosa e verso, agilidade e timing notórios de fazeres da carpintaria teatral. Não sem razão, encontramos na sua escrita leveza, simplicidade, lirismo e dramaticidade”.

Na redes sociais, logo pela manhã, após Leandro Sérgio comunicar a morte do pai, dezenas de pessoas lamentaram a perda para a  cultura e especificamente para a cidade, onde ele nasceu e estudou em escolas como o Instituto Dona Placidina, o Instituto de Educação Washington Luiz, além da Universidade Braz Cubas, onde ele cursou Direito – após a primeira formação, ele se graduou na PUC e USP.

 

 

 

Mais noticias

Tarot do dia: previsão para os 12 signos em 01/08/2026

Horóscopo do dia: previsão para os 12 signos em 01/08/2026

Torta de palmito: 3 receitas fáceis e deliciosas para o jantar 

Veja Também