Megabloco de carnaval com Elba Ramalho no Ibirapuera é cancelado
A maior atividade de blocos de rua do carnaval de São Paulo, prevista para ocorrer no carnaval de Tiradentes, foi cancelada nesta quinta-feira por falta de acordo entre os organizadores com a prefeitura da capital paulista. Trata-se da série de cordões preparadas pelo grupo Pipoca. Entre as atrações prometidas havia o megabloco Frevo Mulher, com […]
14/04/2022 18h46, Atualizado há 688 meses
A maior atividade de blocos de rua do carnaval de São Paulo, prevista para ocorrer no carnaval de Tiradentes, foi cancelada nesta quinta-feira por falta de acordo entre os organizadores com a prefeitura da capital paulista. Trata-se da série de cordões preparadas pelo grupo Pipoca.
Entre as atrações prometidas havia o megabloco Frevo Mulher, com Elba Ramalho e o Monobloco. Esperava-se entre os dias 23 e 24 de abril 400 mil pessoas a cada dia de evento. Conforme O GLOBO mostrou, o grupo estava apreensivo com a falta de autorização da prefeitura para o evento, realizado há cerca de 8 anos na região do Parque do Ibirapuera, uma das áreas mais frequentadas do carnaval paulistano.
Em nota, o coletivo Pipoca afirmou que esta seria “a única opção massiva, gratuita, inclusiva de carnaval de rua neste abril fantasiado de fevereiro”.A desistência de realizar o evento ocorre após a prefeitura da cidade alegar que nem mesmo avaliava a autorização do grupo para o desfile. O coletivo, por sua vez, dizia que todos os documentos haviam sido entregues, assim como ocorreram encontros presenciais sobre o tema.
A relação entre os blocos de rua e a prefeitura se dá de maneira bastante conflituosa neste carnaval fora de época. A gestão de Ricardo Nunes diz que não há qualquer condição de que cordões saiam às ruas neste final de abril. Os blocos, porém, alegam que os festejos são uma manifestação popular e, deste modo, não podem ser reprimidas.
Os organizadores de blocos de carnaval estimam que só 5% dos 600 cordões que rotineiramente desfilam no carnaval paulista estão dispostos a ganhar as ruas neste final do mês de abril.
Diante de tamanho desencontro, a Defensoria Publica do Estado de São Paulo enviou um ofício, no começo da semana, à gestão de Nunes e à Polícia Militar pedindo que não houvesse uso de força contra os foliões que decidissem desfilar. A prefeitura respondeu que “estranhava” o pedido, pois, de acordo com a nota da Secretaria Especial de Comunicação, nunca houve repressão a eventos populares na cidade.