Jornalista e historiador lança livro em Sabaúna neste sábado (24)
Os inimigos do rei do cangaço são os protagonistas do livro “Os homens que mataram o facínora – A história dos grandes inimigos de Lampião”, escrito pelo jornalista e historiador Moacir Assunção, que terá a terceira edição lançada neste sábado (24), às 19 horas, no bar Maria Fumaça, no distrito de Sabaúna, em Mogi das […]
20/09/2022 16h11, Atualizado há 689 meses
Os inimigos do rei do cangaço são os protagonistas do livro “Os homens que mataram o facínora – A história dos grandes inimigos de Lampião”, escrito pelo jornalista e historiador Moacir Assunção, que terá a terceira edição lançada neste sábado (24), às 19 horas, no bar Maria Fumaça, no distrito de Sabaúna, em Mogi das Cruzes. A noite contará com pratos típicos da culinária nordestina.
“O livro é fruto de várias viagens e entrevistas que fiz pelo Nordeste, além da bibliografia que pesquiso há 25 anos, em mais de 100 livros sobre Lampião e o cangaço. Sou pernambucano, nascido em Trindade, cidade vizinha à Serra Talhada, terra de Lampião. Quando comecei a fazer reportagens, conheci sua neta, Vera Ferreira, e o pesquisador Amaury Antônio Corrêa de Araújo, um grande amigo meu. E, como havia entrevistado vários inimigos de Lampião, resolvi escrever um livro sobre as histórias deles, que também foram grandes personagens”, conta Assunção, que se inspirou no título do filme “O homem que matou o facínora”, de 1962, para denominar sua publicação.
As histórias renderam e as duas primeiras edições do livro já fizeram sucesso, alcançando a marca de 6 mil exemplares vendidos em pouco mais de um ano.
Hoje, aos 57 anos, Assunção mora na capital paulista, mas mantém forte ligação com Mogi das Cruzes, cidade em que morou e se formou na Faculdade de Jornalismo da então Universidade Braz Cubas – hoje Centro Universitário -, onde também lecionou para alunos do mesmo curso.
“Terminei o curso superior em Mogi no ano de 1990 e fiz carreira em São Paulo, mas como lecionava aqui e tinha um apartamento no Rodeio, minha ligação com Mogi e os amigos daqui continua”, destaca Assunção, que também lecionou nas Faculdades Metropolitanas (FMU) e agora divide a jornada como professor na Faculdade São Judas e assessor do Tribunal de Contas da cidade de São Paulo.
Após a Faculdade de Jornalismo em Mogi, ele também se tornou historiador e fez mestrado na Pontifícia Universidade Católica (PUC).
Além de Mogi, o livro publicado pela editora Realejo e lançado recentemente na Livraria da Vila, em São Paulo, também tem lançamentos em Guarulhos e Santos. O trabalhou deu origem a um documentário, previsto para ser lançado no próximo ano com o título “Acordo com Lampião só na boca do fuzil” , sob direção de Marcelo Filipe Sampaio.
No lançamento do livro em Mogi, o exemplar estará à venda ao preço especial de R$ 60,00 – mais baixo do que nas livrarias, onde custa R$ 80,00.
“Estar em Mogi é sempre uma oportunidade para rever os amigos, principalmente os colegas de faculdade. É um lugar que sempre frequentei depois que me formei e gosto muito da cidade. Por isso, sempre que lanço um livro na Capital, também faço o lançamento em Mogi, já que sigo a máxima do jornalista Fernando Jorge, 94 anos, de que o livro morre sem o autor”, revela.
Desta forma, em 2015, ele lançou o livro “São Paulo deve ser destruída”, que conta a história a revolução de 1924, tema de sua tese de mestrado, no centro da cidade. Assunção também participou de evento na 17ª Subsecção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para apresentar o livro “Ficha Limpa, a Lei a Cidadania”.
“Os homens que mataram o facínora” é seu 15º livro, sendo que alguns foram lançados em parceria com outros autores. “São livros, principalmente de história, mas há algumas biografias de pessoas pouco conhecidas, área em que também se especializou”, enfatiza Assunção, acrescentando que escreveu a biografia de seu pai, Moacir Assunção, nascido em 1924, um dos primeiros nordestinos a chegar em São Paulo, e que hoje está com 95 anos.
Além do documentário, que está em fase final de preparo, o jornalista e historiador viajará em novembro para Serra Talhada, terra de Lampião, para participar da cerimônia de posse de uma das cadeiras na Academia Brasileira de Letras e Artes do Cangaço (Ablac), que reúne pesquisadores de temas sertanejos em geral.
O bar Maria Fumaça fica na rua Capitão Francisco de Melo e Souza, 7, no centro de Sabaúna.