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Festivais culturais voltam a acontecer em Mogi das Cruzes

O Festival de Arte Popular do Alto Tietê encerra, neste domingo (26), a sua 5ª edição. Foram cinco anos sem o evento, que desta vez aconteceu integralmente online. Esta, inclusive, foi a primeira oportunidade em que a programação teve transmissão pela internet. As mudanças – promovidas pela organizadora, a Malungada Produções Culturais – se fizeram […]

Por O Diário
25/09/2021 18h12, Atualizado há 688 meses

O Festival de Arte Popular do Alto Tietê encerra, neste domingo (26), a sua 5ª edição. Foram cinco anos sem o evento, que desta vez aconteceu integralmente online. Esta, inclusive, foi a primeira oportunidade em que a programação teve transmissão pela internet. As mudanças – promovidas pela organizadora, a Malungada Produções Culturais – se fizeram necessárias por conta da pandemia do novo coronavírus.

“O Festival sempre trabalhou como um elemento agregador para a questão cultural, tentando trazer o máximo de linguagens artísticas e contemplar os principais pontos do Alto Tietê. Quando era presencial, tinha esse perfil itinerante, pegava elementos das cidades e isso precisou mudar. Nós adaptamos, fizemos um evento gravado, produzido e perdemos um pouco disso. Mas, considerando o retorno, existem outras vantagens, no sentido que conseguimos incluir outros públicos”, afirma Deo Miranda, da Malungada.

Ele conta que a adesão tem sido muito interessante desde que o evento teve início, no dia 17 de setembro, com uma palestra de Antônio Nóbrega. Nas transmissões já foram identificados espectadores de outras cidades, estados, regiões e até mesmo de outros países, como a França. E a cultura não tem chegado apenas a quem assiste. Artistas de fora também estão interessados em participar das próximas edições.

No ano passado, enquanto o Festival era planejado, os organizadores estavam receosos quanto às apresentações presenciais. Hoje é possível afirmar que ele poderia ter acontecido com público reduzido a 30% da capacidade dos espaços, mas há um ano não era possível ter essa certeza. Então, foi necessário o excesso de cuidado.

“Acredito que no formato online a parte ruim é isso de não ter o calor do público. Nós nunca trabalhamos com artistas de grande alcance de público; nós sempre buscamos perfis de artistas que bebam na fonte da tradição popular e usem a tradição popular para construir seus trabalhos. Geralmente são eventos de graça, na rua e ficaria difícil ter o controle disso. Caso a gente não tivesse planejado tudo virtual, também seria complicado organizar tudo de última hora”, considera.

Mas, a gravação das apresentações foi pensada de uma maneira que não fosse perdida a naturalidade dos shows ao vivo. Tudo foi gravado sem pause, com a edição e os cortes de câmera acontecendo em tempo real, assim como a gravação de áudio. A cada início de gravação, os artistas agiam como se estivessem se apresentando naquele momento para a plateia.

“Eu não posso afirmar quando o Festival vai voltar a acontecer, porque precisamos de parcerias ou vencer editais. Mas eu posso dizer que nas próximas edições torcemos para ter o público presencial de volta. Acredito que faremos gravações, para que as apresentações fiquem sempre disponíveis e para que a gente tenha esse acervo. Este ano, estamos muito felizes com os resultados e com o alcance que conseguimos”, finaliza Deo.

Programação

Neste sábado (25), a partir das 19 horas, quem se apresenta são Érika e Amanda Araújo, com o show EnCANTAR. Na sequência, às 20h10, a apresentação fica por conta de Ana Maria de Carvalho. 

No domingo (26), a agenda será aberta mais cedo, às 9 horas, com um relato dos mestres Silvio Antônio e Alexandre Aparecido, sobre o congado. Eles têm ainda a companhia de Rafael Luiz. Depois, às 10h10, acontece a coroação do Rei do Congo, uma celebração do Reinado de Congos de Mogi das Cruzes.

 

1ª Festa Literária de Mogi

Com programação até o dia 3 de outubro, a 1ª Festa Literária de Mogi das Cruzes, organizada pela Prefeitura, oferece uma diversidade de atrações que incentivam não apenas a leitura, mas também trazem debates importantes para a sociedade, além de destacar os escritores da cidade. O formato online leva essa variedade para além dos limites municipais.

“O formato online é legal porque permite que qualquer pessoa do Brasil e do mundo participe e traz os cuidados que a pandemia ainda exige. Qualquer pessoa que tenha acesso à internet tem um conteúdo muito rico de aprendizagem e isso não tem preço. O lado ruim é que, infelizmente, nem todo mundo tem acesso a uma conexão e isso acaba limitando o público”, considera a escritora Carla Pozo.

Nesta primeira edição do evento, ela participou da apresentação Literário NÓS Femininos (foto acima), com Lúcia Diniz, Beatriz Pozo, Nahome Andere e Helena Teixeira Mingoni, no último dia 22. Depois, no dia 24, lançou o livro “Brincava, Rimava, Inventava…”, uma publicação independente baseada em outros trabalhos da autora.

“Todo projeto que seja de incentivo à leitura e que abra espaço para o escritor independente é muito importante. A programação está bem legal e muito bem estruturada. Importante que a festa venha para ficar e seja ampliada a cada ano”, afirma Carla.

A programação dos próximos dias pode ser conferida no site flimc.mogidascruzes.sp.gov.br.

 

Virada SP online acontece no fim de semana

Em uma parceria com o Governo do Estado de São Paulo, Mogi das Cruzes estará mais uma vez presente na Virada Cultural. Totalmente online, o evento contará com artistas das cidades que se se apresentam em diferentes modalidades artísticas. A partir do meio-dia deste sábado (25) e até o início da madrugada do domingo (26), é possível acompanhar a programação pela plataforma #CulturaEmCasa ou então pelo aplicativo com o mesmo nome, disponível para download nas lojas Apple Store e Google Play.

Entre as atrações estão “Rio New York in Two”, com o multiinstrumentista Barbosa e com o baterista Ramon; o espetáculo infantil Cantando Minha Terra, com o grupo Terra de Almofadas; a batalha de rimas mais antiga do Alto Tietê – a Arena Mcs; o espetáculo musical Samba-Revolução, com o grupo Dona da Rua e a performance Os Zomi + Forte Del Mundo, com as palhaças da Companhia Mina de Riso, Lúcia Diniz e Nahome Andere.

A programação completa pode ser conferida no site www.culturaemcasa.com.br.

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