Antônio Freire Mármora, o Maestro Niquinho, completa 89 anos dedicados à música
No último dia 25, Antônio Freire Mármora, o Maestro Niquinho, completou 89 anos. Pode-se dizer que ele tem dedicado a vida à música, mesmo que agora de uma maneira “menos intensa”, como ele mesmo afirma. Não à atoa, tem um álbum intitulado ‘Maestro Niquinho – Uma vida dedicada à música’, gravado em 2017, no Estúdio […]
27/08/2022 03h17, Atualizado há 689 meses
No último dia 25, Antônio Freire Mármora, o Maestro Niquinho, completou 89 anos. Pode-se dizer que ele tem dedicado a vida à música, mesmo que agora de uma maneira “menos intensa”, como ele mesmo afirma. Não à atoa, tem um álbum intitulado ‘Maestro Niquinho – Uma vida dedicada à música’, gravado em 2017, no Estúdio Municipal de Áudio e Música (Emam).
Foi aos cinco anos de idade que o músico começou a aprender a tocar piano, instrumento que domina. Hoje, tem uma bagagem com muitas histórias, concertos realizados, músicas compostas e aulas ministradas.
“Em resumo, minha trajetória é intensamente musical. Hoje, minha vida se resume a poucos alunos que tenho, alguma orientação esporádica que presto e também escrevo muito. E, apesar da minha idade, estou muito bem de saúde e pretendo continuar na música”, ressalta o maestro que mensalmente faz apresentações no Mogi Shopping.
Vindo de família de músicos, não demorou para que Niquinho se interessasse pelos instrumentos, ainda durante a infância. O pai dele, Antônio Mármora Filho, teve um conservatório em Mogi e foi nessa atmosfera que o maestro nasceu. Então, começou a ter algumas lições musicais, mas o piano foi o que sempre gostou. Aos 15 anos, ele já ajudava no conservatório e começou a ministrar aulas para iniciantes. Também com o pai, foi para o coral da Catedral de Santana, onde tocava órgão.
Mas, não demorou para que Niquinho começasse a tocar cada vez mais. No antigo Itapety Club, que foi famoso em Mogi, se apresentava em bailes e em uma orquestra. O grupo, então, se dissolveu e, com dois amigos, ele fundou a Panamerican Boys. O trio tocava em São Paulo mensalmente em clubes tradicionais.
Ainda na Capital, o maestro se formou no curso superior do Conservatório Dramático, com especialização em canto orfeônico no Instituto Musical de São Paulo. Em 1957, o músico foi convidado para dar aulas na Etec, que à época levava o nome de Escola Industrial. Logo depois, prestou concurso e foi aprovado como professor de música em uma cidade chamada Apiaí, no Paraná. Na sequência, Niquinho dirigiu uma escola estadual em Guararema, até que voltou para Mogi, quando começou a dar aulas no Washington Luís, onde se aposentou em 1987.
O mogiano passou ainda pelas salas de aula do Ensino Superior, dando aulas de rítmica musical para o curso de Educação Física, em 1973. Naquele momento, Niquinho também foi convidado para dar novos toques para a fanfarra, compondo para o Instituto de Educação Washington Luís, como era chamada a escola antigamente, e também para o Liceu Braz Cubas.
“Essa foi uma época muito boa, muito bacana. Nós ganhamos vários troféus, inauguramos o estádio do Morumbi, estivemos em cidades como Santos e Marília, foi tudo maravilhoso. Com o tempo, essas tradições foram se perdendo, o que é uma pena. Mas, nós temos que entender que as coisas realmente vão mudando”, diz o maestro.
Com essas mudanças, Niquinho parou de fazer os concertos que apresentava anualmente no Teatro Vasques, muitos deles com a presença dos Canarinhos do Itapeti, projeto que era mantido pela Prefeitura de Mogi, mas que foi encerrado. Há cerca de sete anos, ele toca piano no Mogi Shopping em apresentações mensais e diz que é um momento de alegria, já que pode se apresentar e, ainda, encontrar amigos.
Niquinho esteve ainda em grupos tradicionais na cidade, como a Orquestra Sinfônica de Mogi das Cruzes, a Banda Boigy e o Coral 1º de Setembro.