Akimatsuri vence barreiras e espera 80 mil pessoas
A edição de número 35 do Akimatsuri, na tradução do japonês para o português, Festival de Outono, nasce com DNA para fazer história. Será o primeiro grande evento popular realizado em Mogi das Cruzes desde o início de 2020, quando os casos da Covid-19 surpreenderam o mundo com uma doença altamente transmissível e a classificação […]
09/04/2022 07h57, Atualizado há 688 meses
A edição de número 35 do Akimatsuri, na tradução do japonês para o português, Festival de Outono, nasce com DNA para fazer história. Será o primeiro grande evento popular realizado em Mogi das Cruzes desde o início de 2020, quando os casos da Covid-19 surpreenderam o mundo com uma doença altamente transmissível e a classificação desse episódio sanitário como uma pandemia.
Em março daquele ano, quando os governos decretaram medidas de isolamento para frear a doença desconhecida, o Bunkyo estava com tudo pronto para, dali a um mês, sediar o Festival de Outono, que sempre ocorre em abril.
O evento – já com estruturas preparadas e espaços comercializados para a instalação de boxes e bazar – foi o primeiro a ser suspenso naquele ano. Na sequência, a Festa do Divino Espírito Santo, promovida pela Diocese de Mogi das Cruzes, teve o mesmo destino.
Apesar da vacinação e queda dos registros, os festeiros de 2022 decidiram suspender a quermesse. Sentido contrário tomaram a direção e os participantes do Akimatsuri, uma manifestação criada no passado para fortalecer os laços entre as culturas brasileira e japonesa, as associações de bairros rurais como Cocuera, e o setor agrícola de Mogi das Cruzes e Alto Tietê.
O presidente do Bunkyo, Frank Tuda, afirma que a interrupção
de dois anos não afetou profundamente a organização, mas trouxe mudanças decorrentes de situações legadas pela pandemia.
O público poderá sentir sensíveis alterações provocadas pela substituição de participantes que, com a pandemia, migraram para outros setores e não retornaram a fazer eventos.
“Houve uma troca de alguns dos expositores que deixaram de fazer o que faziam antes da pandemia”, comentou Frank Tuda, garantindo que a cartela dos espaços comercializados será preservada nos mesmos níveis de edições passadas.
Outro impacto: grupos de arte e de manifestações típicas do Japão e que são representados na programação diária do Akimatsuri ficaram sem ensaios e/ou encontros presenciais durante os dois anos do isolamento para prevenir a Covid-19.
Mesmo assim, eles foram convidados e estarão na coleção de apresentações que acontecerão durante os dois finais de semana. “Será uma forma até de incentivar a retomada dessas tradições”, disse Frank Tuda.
Sempre há uma preparação desses grupos e rituais, que demandam o convívio entre os integrantes. Participar do Akimatsuri, aliás, torna-se um ponto de referência e de visibilidade no meio que reúne defensores e apreciadores de tradições artísticas, culinárias e culturais do Japão.
Cantores convidados e conhecidos da comunidade nipobrasileira estarão se revezando no palco, assim como os concursos de Miss e Mister Akimatsuri foram mantidos (veja a programa ao lado).
Reverência
O Akimatsuri movimenta associações de bairros agrícolas e voluntários que, a partir deste sábado, sentirão a falta de alguns rostos. Frank Tuda lembra de nomes como o do empresário Fumio Horii, uma das vítimas da Covid-19, que faleceu aos 87 anos, em maio do ano passado. Um ato ecumênico, que sempre abre o festival, no primeiro dia, às 10 horas, reverencia os antepassados e, desta feita, deve homenagear as vítimas da Covid-19.
Sinalizador
Um sinal a ser notado por antigos frequentadores deverá ser a ausência do glamour da exposição agrícola, que sempre foi vitrine da inovação e produção agrícola da cidade.
O presidente do Bunkyo confidenciou que foi necessário driblar dificuldades para a montagem da exposição porque problemas como a chuva e a redução da produção de hortifrutis na cidade – um rescaldo da pandemia e de outros fatores como a recessão econômica e a alta da inflação.
Ingresso como cortesia: 80%
Patrocinadores são aliados na distribuição da maior parte dos ingressos para os dias do Akimatsuri que tem início hoje, às 10 horas, na sede do Bunkyo, no bairro da Porteira Preta.
Segundo Frank Tuda, presidente da Associação Cultural de Mogi das Cruzes, nome do Bunkyo, 80% dos ingressos não são vendidos. Nesse ano, uma parceria com o grupo Shibata deverá trazer visitantes de outras cidades do Litoral e do Vale do Paraíba a Mogi.
A cada compra de R$ 50,00, os consumidores dessa rede ganhavam um ingresso.
Contatos com Bunkyos de outras cidades também são mantidos para convidar turistas que sempre engrossavam o público do festival.
Emprego
O festival movimenta a geração de emprego: outro viés do evento. Nesse ano, devem ser gerados 200 empregos diretos, segundo a organização.
Preços e outras informações sobre as atrações do Akimatsuri podem ser obtidos no site: www.akimatsuri.com.br.
Hoje (9)
11:45 – Ryuko Taiko – Grupo de Fukushima
12:00 – Abertura do 35º Festival de Outono Akimatsuri
14:00 – Radio Taisso e Kenko Taisso
15:00 – Cantora Nami Kuniyoshi
15:30 – Taiko Infantil – Grupos Mary Nishimura e Odori Midori Sato
16:30 – Cantora Yuri Kataoka
17:00 – Grupo Sunrise
17:30 – Cerimônia Tooro Nagashi (barquinhos iluminados)
18:00 – Ryuko Taiko – Grupo de Fukushima
18:30 – Cantor João Vitor Mafra
19:00 – Cantora Pamela Yuri
19:30 – 12º Miss Akimatsuri 2022 e a cantora Pamela Yuri
Amanhã (10)
11:00 – Demonstração de Kendô
11:30 – Grupo Nakayoshi Rizumu Taisso
12:00 – Cantores Elaine Hara e Takeshi Nishimura
12:30 – Demonstração de Taekwondo Maninho
13:00 – Cantor Ricardo Nakase
13:30 – Grupo 4inOne
14:00 – Grupo Todos Nós de Piracicaba
15:00 – Cantor Ryu Murakami
15:30 – Grupo UCK de Mogi das Cruzes
16:00 – Banda Heroes Sanshin Band
17:00 – Taiko Kiendaiko de São Bernardo do Campo
17:30 – Cantor Sergio Tanigawa
18:00 – Corpus Line com os Grupos de Yosakoi Soran, Hanabi e Shiawasse Soran
18:30 – Bon Odori
19:00 – Cantora Fumie Okamoto
19:30 – Cantora Karen Ito