Previna quedas: veja cuidados para evitar acidentes que podem resultar em fraturas
Uma queda dentro de casa pode parecer um episódio banal. Para uma pessoa mais velha, porém, um tropeço no tapete ou desequilíbrio na calçada pode resultar em fraturas de punho, ombro, coluna ou quadril e transformar temporariamente, ou até de forma permanente, a rotina. No entanto, muitas vezes, o corpo dá pequenos sinais de que […]
12/10/2026 19h08, Atualizado há 0 horas
Uma queda dentro de casa pode parecer um episódio banal. Para uma pessoa mais velha, porém, um tropeço no tapete ou desequilíbrio na calçada pode resultar em fraturas de punho, ombro, coluna ou quadril e transformar temporariamente, ou até de forma permanente, a rotina. No entanto, muitas vezes, o corpo dá pequenos sinais de que força, equilíbrio ou padrão de movimento já estão mudando antes de acontecer uma queda mais importante.
“Quando uma pessoa começa a tropeçar com frequência, sente insegurança para caminhar ou precisa se apoiar para realizar atividades que antes fazia normalmente, é importante investigar. Muitas vezes, existem alterações de força, equilíbrio ou do padrão de movimento que podem ser identificadas antes de uma queda mais grave”, explica o ortopedista Dr. Luiz Henrique Rodrigues.
Não aceite a queda como uma consequência normal da idade
Quedas não são consequências da idade e podem ter diferentes causas. Descobrir o que provocou o episódio é parte da prevenção. “É comum ouvirmos que uma pessoa caiu porque está ficando mais velha, mas precisamos investigar o que existe por trás daquele episódio. Perda de força, dificuldade de equilíbrio, alterações na marcha, problemas de visão, uso de determinados medicamentos e obstáculos dentro de casa podem contribuir”, alerta o ortopedista Dr. Igor Fiorese Vieira.
Fortalecer os músculos é também preservar independência
Músculos não servem apenas para desempenho esportivo. Levantar da cadeira, subir um degrau, caminhar e conseguir recuperar o equilíbrio depois de tropeçar dependem de força. Quando essa reserva diminui, atividades corriqueiras podem se tornar progressivamente mais difíceis.
“Fortalecimento não é uma questão exclusivamente estética. Na maturidade, manter músculos fortes significa preservar função. Quanto melhor a capacidade muscular e o controle dos movimentos, maiores são as condições para realizar atividades cotidianas com segurança”, orienta o Dr. Luiz Henrique Rodrigues.
Uma fratura depois de uma queda simples merece atenção aos ossos
Nem sempre é apenas a queda que explica uma fratura. Quando um trauma de baixa intensidade, como cair da própria altura, é suficiente para quebrar um osso, principalmente em uma pessoa mais velha, também é importante considerar a possibilidade de fragilidade óssea e investigar o risco de novos episódios. “Dependendo da idade e do histórico do paciente, é importante investigar a presença de osteoporose e o risco de novas fraturas”, explica o Dr. Igor Fiorese Vieira.

Não deixe o medo de cair tirar o movimento da rotina
Depois de uma queda, é natural surgir insegurança. O problema começa quando o medo faz a pessoa deixar de caminhar, passear ou realizar atividades que antes faziam parte de sua vida. “Quando a pessoa deixa de se movimentar por insegurança, pode perder ainda mais força e condicionamento. O objetivo da prevenção não é restringir a vida, mas criar condições para que ela continue ativa com mais segurança”, afirma o Dr. Luiz Henrique Rodrigues.
Faça da casa uma aliada da autonomia
Tapetes soltos, fios pelo caminho, pouca iluminação e pisos escorregadios são detalhes que podem fazer diferença para quem já apresenta alguma instabilidade. O banheiro e os trajetos feitos durante a noite merecem atenção especial, mas adaptar a casa não significa retirar a independência de quem mora nela.
“Pequenas mudanças podem fazer diferença. Melhorar a iluminação, deixar áreas de circulação livres, observar tapetes, utilizar calçados adequados e instalar apoios quando houver indicação são medidas relativamente simples que ajudam a tornar a rotina mais segura”, orienta o Dr. Igor Fiorese Vieira.
Prevenir quedas, portanto, não significa estimular uma vida mais limitada. É justamente o contrário: significa criar condições para realizar as próprias atividades com segurança. “Nosso objetivo não é fazer com que a pessoa tenha medo de se movimentar. Queremos que ela consiga continuar caminhando, saindo de casa e realizando suas atividades com segurança. Prevenir uma queda pode significar evitar uma fratura e, principalmente, preservar autonomia e qualidade de vida”, finaliza o ortopedista.
Por Sarah Carvalho