Nem tudo que parece saudável é: veja cuidados ao ler rótulos de alimentos
A busca por uma alimentação equilibrada tem aumentado o interesse por produtos apresentados como saudáveis nas prateleiras dos supermercados. Embalagens com expressões como “fit”, “natural”, “integral”, “rico em proteínas” e “zero açúcar” costumam chamar a atenção dos consumidores. No entanto, essas características, isoladamente, não garantem que o alimento tenha uma composição nutricional adequada às necessidades […]
14/10/2026 19h09, Atualizado há 1 hora
A busca por uma alimentação equilibrada tem aumentado o interesse por produtos apresentados como saudáveis nas prateleiras dos supermercados. Embalagens com expressões como “fit”, “natural”, “integral”, “rico em proteínas” e “zero açúcar” costumam chamar a atenção dos consumidores. No entanto, essas características, isoladamente, não garantem que o alimento tenha uma composição nutricional adequada às necessidades de cada pessoa.
De acordo com a nutricionista Waleska Nishida, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, compreender os rótulos não significa excluir automaticamente alimentos industrializados da rotina, mas desenvolver uma visão mais crítica sobre as informações utilizadas para divulgar os produtos.
“Uma alimentação equilibrada depende do conjunto das escolhas feitas ao longo do dia. Saber interpretar os rótulos ajuda o consumidor a comparar produtos, identificar suas características e decidir quais opções fazem mais sentido para sua rotina e suas necessidades nutricionais. A recomendação é que não se deve confiar em tudo o que é vendido como ‘saudável’”, orienta.
Abaixo, Waleska Nishida destaca seis cuidados importantes ao interpretar os rótulos de alimentos vendidos como “saudáveis”. Confira!
1. Não confie apenas nas expressões da embalagem
Termos como “fit”, “natural” e “saudável” podem transmitir uma percepção positiva sobre determinado alimento, mas não devem ser utilizados como único critério de escolha. É importante verificar a composição nutricional e os ingredientes para entender o que realmente está sendo consumido.
2. Observe a ordem dos ingredientes
A lista de ingredientes é apresentada em ordem decrescente de quantidade. Isso significa que os primeiros itens são aqueles presentes em maior proporção na formulação. Ao avaliar um produto, vale observar a presença de açúcares adicionados, gorduras, farinhas refinadas e outros ingredientes, considerando também o tipo de alimento e sua finalidade.
3. Entenda o que significa “zero açúcar”
Um produto identificado como “zero açúcar” não é necessariamente isento de calorias, carboidratos ou gorduras. Dependendo da formulação, ele pode conter outros ingredientes que influenciam seu valor energético e nutricional. Por isso, é importante verificar a tabela nutricional e compreender quais componentes foram utilizados na composição.

4. Compare as porções indicadas na tabela nutricional
A quantidade de calorias, proteínas, carboidratos, gorduras e sódio apresentada no rótulo deve ser interpretada considerando a porção informada. Para comparar produtos, o consumidor também pode utilizar os valores nutricionais por 100 g ou 100 ml, cuja declaração é obrigatória nos rótulos nutricionais de alimentos embalados abrangidos pelas regras da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
5. Fique atento à rotulagem nutricional frontal
No Brasil, determinados alimentos embalados devem apresentar um símbolo de lupa na parte frontal quando possuem quantidades elevadas de açúcares adicionados, gorduras saturadas ou sódio, conforme os critérios estabelecidos pela Anvisa. Essa identificação facilita o reconhecimento de características nutricionais que merecem atenção, mas não substitui a leitura das demais informações.
6. Não confunda quantidade de proteínas ou fibras com qualidade nutricional
Produtos anunciados como “ricos em proteínas” ou “fonte de fibras” podem oferecer nutrientes importantes, mas isso não significa que sejam automaticamente as melhores opções. É necessário avaliar o conjunto da composição, incluindo ingredientes, quantidade de sódio, açúcares adicionados e gorduras saturadas, além das necessidades individuais de quem consome.
Por Deiwerson Damasceno