Inglês no Enem: veja estratégias para avançar nas questões
Interpretação de textos, domínio de vocabulário e conectivos e resolução de questões de edições anteriores estão entre as principais estratégias para quem deseja alcançar um bom desempenho na prova de inglês do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A avaliação de língua estrangeira será aplicada no primeiro dia do exame, em 8 de novembro, e […]
14/10/2026 17h03, Atualizado há 1 hora
Interpretação de textos, domínio de vocabulário e conectivos e resolução de questões de edições anteriores estão entre as principais estratégias para quem deseja alcançar um bom desempenho na prova de inglês do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A avaliação de língua estrangeira será aplicada no primeiro dia do exame, em 8 de novembro, e integrará o caderno de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias.
Embora correspondam a uma pequena parcela do exame, as questões de língua estrangeira também compõem o desempenho do candidato na prova de Linguagens. Por isso, a reta final pode ser usada para revisar habilidades que ajudam a interpretar os textos e a identificar as alternativas corretas.
Segundo Luciana Patrocínio, diretora de Soluções Complementares da Cogna Educação, responsável pelo programa de educação bilíngue Eduall, a prova de inglês do Enem costuma ter nível médio de dificuldade. “Não é necessário ter inglês avançado para pontuar, já que o exame se concentra principalmente na leitura e na interpretação de textos. O mais importante é que o aluno tenha conhecimentos básicos de vocabulário e gramática”, afirma.
Características das questões de língua estrangeira
A compreensão de textos é um dos principais aspectos das questões de inglês do Enem. Por isso, desenvolver habilidades de leitura e interpretação é essencial para identificar informações e compreender as ideias apresentadas, mesmo em textos com diferentes níveis de complexidade.
Conhecer o perfil das questões pode tornar o estudo mais direcionado. “Os exercícios variam tanto no gênero e na estrutura dos textos quanto na forma como as informações aparecem e são cobradas no enunciado. Por isso, resolver questões de edições anteriores é uma maneira eficaz de se familiarizar com o formato do exame”, recomenda Luciana Patrocínio.

Atente-se aos conectivos
Para responder às questões, é fundamental compreender como a língua é usada em diferentes contextos. “O aluno deve dominar um vocabulário básico e reconhecer palavras que conectam ideias. Os conectivos podem indicar relações de oposição, causa, consequência ou conclusão e ajudam a compreender a organização do texto”, explica a diretora, que complementa: “Com isso, o estudante consegue direcionar a revisão para os aspectos que realmente contribuem para a resolução dos exercícios”.
Faça uma leitura ativa do texto
Outra estratégia é não interromper a leitura diante de palavras desconhecidas, já que nem sempre é necessário compreender cada termo para chegar à resposta. “Para alunos com dificuldades, recomenda-se a leitura ativa, com o destaque de palavras-chave e o registro das ideias principais. A interpretação do contexto e a relação entre as informações do texto podem ajudar nesse processo”, afirma.
Cuidado com os erros
Na reta final, também é importante observar erros recorrentes, como ler o texto de forma apressada, interpretar parcialmente o enunciado ou desconsiderar informações relevantes ao escolher uma alternativa.
Reconhecer esses equívocos e aprender a evitá-los pode fazer parte da rotina de estudos. “O estudante deve praticar, ampliar o repertório com a leitura de diferentes gêneros textuais e se familiarizar com o formato das questões. Esse preparo ajuda a manter a tranquilidade e a confiança no dia da prova”, recomenda Luciana Patrocínio.
Por Tiago Loiola