Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

NULL NULL

Hérnia de disco: 5 hábitos que ajudam a proteger a coluna e a evitar o problema

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 5 milhões de brasileiros convivem com a hérnia de disco, considerada uma das principais causas de afastamento do trabalho no país. A condição pode comprometer a qualidade de vida e dificultar atividades simples do dia a dia, como caminhar, permanecer sentado por longos […]

Por Edicase Conteúdo
11/08/2026 18h04, Atualizado há 0 horas

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 5 milhões de brasileiros convivem com a hérnia de disco, considerada uma das principais causas de afastamento do trabalho no país. A condição pode comprometer a qualidade de vida e dificultar atividades simples do dia a dia, como caminhar, permanecer sentado por longos períodos ou até levantar objetos. Quando o diagnóstico e o tratamento são adiados, o problema pode se agravar ainda mais, aumentando o risco de complicações.

A hérnia de disco afeta os chamados discos intervertebrais, estruturas localizadas entre as vértebras da coluna que atuam como amortecedores naturais do corpo. Quando esses discos sofrem desgaste ou se rompem, podem comprimir nervos próximos e provocar sintomas como dor intensa, formigamento e perda de força. 

Embora a hérnia de disco seja frequentemente associada a procedimentos médicos de alta intervenção, o estudo “The role of conservative treatment in lumbar disc herniations: WFNS spine committee recommendations“ da World Federation of Neurosurgical Societies (WFNS), publicado em 2024 na National Library of Medicine, afirma que menos de 10% dos pacientes com hérnia de disco lombar são candidatos à cirurgia.

O ortopedista e especialista em dor Dr. Lúcio Gusmão, fundador da Rede CADE, aponta que a doença pode ser prevenida prioritariamente com hábitos saudáveis, quando diagnosticada precocemente. “A cirurgia costuma ser reservada para situações em que há comprometimento importante da função neurológica ou quando o tratamento conservador não apresenta resposta. Felizmente, a maior parte dos pacientes consegue controlar a dor, recuperar os movimentos e voltar às atividades sem precisar de uma operação, principalmente quando procura atendimento logo nos primeiros sintomas”, explica. 

A seguir, o especialista lista 5 hábitos que ajudam a proteger a coluna e reduzir o risco de desenvolver hérnia de disco ao longo da vida. Confira!

1. Fortaleça a musculatura que protege a coluna 

A prática regular de exercícios, especialmente musculação, pilates e treinamento funcional orientado, fortalece o abdômen, a lombar e toda a musculatura responsável por estabilizar a coluna. Esse suporte reduz a sobrecarga sobre os discos vertebrais durante atividades simples, como caminhar, subir escadas ou carregar peso. 

“A coluna não trabalha sozinha. Quando a musculatura está fortalecida e mais flexível, ela absorve boa parte do impacto que chegaria aos discos. Ir à academia é o principal investimento de longo prazo que reduz significativamente o risco de lesões”, conta o médico. 

2. Distribua melhor o peso que você carrega 

Carregar diariamente uma mochila muito pesada, uma bolsa sempre no mesmo ombro ou várias sacolas de supermercado em apenas uma das mãos pode provocar um desequilíbrio na postura e aumentar a sobrecarga sobre a coluna. Sempre que possível, distribua o peso entre os dois lados do corpo, prefira mochilas com duas alças bem ajustadas e evite transportar cargas excessivas por longos trajetos. 

“O problema nem sempre está no peso em si, mas na forma como ele é transportado. Quando a carga fica concentrada de um único lado, o corpo faz compensações para manter o equilíbrio, sobrecarregando músculos, ligamentos e articulações da coluna. Com o tempo, esse esforço repetitivo pode favorecer dores e acelerar o desgaste dessas estruturas”, explica o Dr. Lúcio Gusmão. 

Homem branco de camiseta amarela e calça jeans rasgada no joelho se curva para levantar uma grande caixa de papelão no corredor de casa, próximo à porta de entrada.
Ao pegar objetos, flexionar os joelhos e evitar torções bruscas são cuidados importantes para proteger a coluna (Imagem: Paula VV | Shutterstock)

3. Tenha atenção até nos esforços mais simples e evite deixar objetos no chão 

Pegar uma caixa no chão, carregar sacolas de supermercado, levantar uma criança no colo ou até fazer a cama podem representar riscos quando realizados de forma inadequada. O ideal é flexionar os joelhos, aproximar o peso do corpo e evitar torções bruscas do tronco. 

“Muitos pacientes acreditam que a hérnia surge depois de um esforço atípico, mas ela costuma ser desencadeada por pequenos movimentos repetidos de maneira incorreta ao longo dos anos. Ter consciência corporal ajuda a prevenir lesões. Outra dica importante é não deixar objetos de uso frequente no chão. Quanto menos vezes você precisar se abaixar ao longo do dia, menor a sobrecarga repetitiva”, conta.  

4. Ajuste a ergonomia do ambiente de trabalho 

A altura da cadeira, da mesa e do monitor influencia diretamente a postura ao longo do dia. O ideal é manter os pés apoiados no chão, os joelhos em um ângulo de aproximadamente 90 graus e a tela na altura dos olhos. Se necessário, vale investir em uma cadeira ergonômica ou utilizar apoios para os pés e para a região lombar. 

“Mesmo que você realize atividade física e tenha um bom tônus muscular, se você permanece oito horas do seu dia em uma posição desconfortável e em uma cadeira de qualidade ruim, os problemas tendem a aparecer”, explica o especialista.  

5. Não espere a dor limitar os movimentos 

Dor lombar persistente, formigamento nas pernas, dificuldade para caminhar ou perda de força não devem ser encarados como consequências normais da idade. Procurar avaliação médica logo nos primeiros sinais aumenta as chances de evitar complicações

“A dor nas costas não faz parte da vida adulta, ao contrário do que muitos pensam. Quando ela começa a irradiar para a perna, vem acompanhada de formigamento, perda de sensibilidade ou dificuldade para realizar movimentos simples, é um sinal de alerta que merece avaliação médica. Quanto antes identificamos a origem do problema, maiores são as possibilidades de impedir que a dor evolua para um quadro incapacitante”, finaliza o Dr. Lúcio Gusmão. 

Por Davi Goulart

Tags
Mais noticias

Exus e Pombagiras: entenda o papel dessas entidades na transformação espiritual e pessoal

Lanche saudável: 3 receitas fáceis para o café da tarde

4 coisas que você precisa saber antes de fazer um preenchimento facial

Veja Também