Existe um ponto na orelha que ajuda a relaxar? Entenda o que é o Shen Men
Um pequeno ponto localizado na fossa triangular da orelha, na região superior e interna do pavilhão auricular, tem chamado a atenção de quem busca abordagens integrativas e complementares em saúde para lidar com estresse, ansiedade e outros sintomas relacionados à tensão do dia a dia. Conhecido como Shen Men, o ponto faz parte da auriculoterapia, […]
14/10/2026 16h03, Atualizado há 1 hora
Um pequeno ponto localizado na fossa triangular da orelha, na região superior e interna do pavilhão auricular, tem chamado a atenção de quem busca abordagens integrativas e complementares em saúde para lidar com estresse, ansiedade e outros sintomas relacionados à tensão do dia a dia. Conhecido como Shen Men, o ponto faz parte da auriculoterapia, técnica que utiliza a estimulação de regiões específicas da orelha como recurso terapêutico.
Na medicina tradicional chinesa, o Shen Men é associado ao equilíbrio e à tranquilização da mente. Na prática clínica contemporânea, sua utilização deve ser compreendida no contexto da auriculoterapia, que pode empregar diferentes pontos e modalidades de estimulação, com o uso de sementes, esferas de prata, ouro, cristal ou aço e agulhas semipermanentes, entre outras técnicas.
“O Shen Men é um dos pontos mais utilizados na auriculoterapia, principalmente em protocolos que buscam favorecer relaxamento e auxiliar no controle de sintomas relacionados ao estresse e à ansiedade. É importante, entretanto, não atribuir ao ponto uma função isolada ou milagrosa. A escolha dos pontos deve considerar a avaliação individual do paciente e o objetivo terapêutico”, explica Nise Lara Assis Borges, professora do curso de Estética da Unic Beira Rio, pós-graduada em Práticas Integrativas e Complementares em Saúde.
Como funciona a estimulação?
A auriculoterapia fundamenta-se na representação do corpo humano na orelha, tradicionalmente descrita como a figura de um feto invertido. A partir desse microssistema, diferentes pontos da orelha correspondem a órgãos, estruturas e regiões corporais, possibilitando sua estimulação com finalidade terapêutica.
Dependendo da abordagem adotada pelo profissional, o estímulo pode permanecer por determinado período, como ocorre com sementes ou agulhas semipermanentes, permitindo que o próprio paciente faça uma pressão suave sobre o ponto em momentos orientados durante o tratamento.

Prática complementar, não substituta
Um dos principais cuidados ao falar sobre a auriculoterapia é evitar associar a técnica à ideia de cura de doenças ou atribuir a um único ponto efeitos que dependem de uma avaliação mais ampla.
“A auriculoterapia pode ser utilizada como uma estratégia complementar dentro de um plano de cuidado. Ela não deve ser apresentada como substituta de medicamentos, psicoterapia ou de outros tratamentos indicados para uma condição específica. Em casos de ansiedade persistente, alterações importantes do sono, sofrimento emocional ou outros sintomas, é fundamental investigar as causas e buscar avaliação profissional”, ressalta Nise Lara Assis Borges.
Vale ressaltar que a aplicação deve ser realizada por profissional capacitado, com avaliação individualizada e atenção às condições de saúde de cada paciente.
Por Camila Souza Crepaldi