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7 perguntas e respostas sobre a culpa materna

A culpa materna é um tema que tem dominado os diálogos entre as mães, que buscam compreender a melhor forma de lidar com esse sentimento. Desencadeado por diversos fatores, muitos dos quais relacionados à insuficiência frente a novas tarefas, o problema, segundo a psicóloga Rafaela Schiavo, fundadora do Instituto MaterOnline, afeta a maioria das mulheres, que […]

Por Edicase Conteúdo
11/07/2024 18h01, Atualizado há 27 meses

A culpa materna é um tema que tem dominado os diálogos entre as mães, que buscam compreender a melhor forma de lidar com esse sentimento. Desencadeado por diversos fatores, muitos dos quais relacionados à insuficiência frente a novas tarefas, o problema, segundo a psicóloga Rafaela Schiavo, fundadora do Instituto MaterOnline, afeta a maioria das mulheres, que se sentem culpadas devido à pressão social.

No entanto, conforme explica a especialista, sentir culpa não é somente um sentimento ruim, pois, quando abordada de maneira construtiva, pode ajudar no crescimento pessoal e melhorar o relacionamento com os filhos e consigo. Mas antes é necessário buscar informação. Em vista disso, Rafaela Schiavo esclarece as dúvidas mais comuns sobre culpa materna. Confira!

1. O que é a culpa materna e por que acontece tanto?

A culpa materna é um sentimento que surge por conta das junções sociais, pessoais e a realidade da maternidade. Muitas mães se sentem culpadas por não conseguirem atender a todas as demandas e expectativas que a sociedade e elas mesmas impõem. É quase como se a culpa fosse uma sombra que acompanha a maternidade.

2. Como a culpa materna afeta a família?

Essa culpa não só impacta o bem-estar emocional das mães, mas também a familiar. Faz essas mulheres se sentirem ansiosas e distantes, algo capaz de prejudicar a convivência com os filhos e o parceiro.

3. Como lidar com a culpa materna?

É preciso pensar sobre seus sentimentos e entender o impacto deles na sua vida. Conversar com outras mães, aceitar que ninguém é perfeito, cuidar de si e, se necessário, buscar ajuda de um profissional são maneiras de lidar com isso.

Psicóloga e paciente sentadas em poltrona amarela, uma de frente para a outra
Um espaço de diálogo seguro com um profissional pode abrir caminhos para superar o sentimento de culpa (Imagem: shurkin_son | Shutterstock)

4. Quando é hora de buscar ajuda profissional?

Se a culpa estiver atrapalhando muito sua vida e sua felicidade, é importante falar com alguém que possa ajudar, como um psicólogo. Um espaço de diálogo seguro com um profissional pode abrir caminhos para a superação.

5. Por que é importante ter informação e orientação?

A orientação é fundamental para prevenir a culpa materna. Muitas vezes, esse sentimento surge da falta de conhecimento sobre o que é normal na maternidade. Ter informação, desde antes de ter filhos, pode preparar as mães para os desafios.

6. É normal se sentir cansada da maternidade às vezes?

Com certeza. Todas as mães se sentem cansadas ou frustradas em algum momento. O importante é saber que isso não te faz uma mãe ruim. Aceitar e conversar sobre esses sentimentos ajuda muito.

7. Como a sociedade influencia a culpa materna?

A sociedade tem grandes expectativas sobre as mães. Essa pressão cultural pode fazer com que muitas mulheres se sintam culpadas por quererem trabalhar ou por outras escolhas pessoais. Reconhecer e questionar essas expectativas é um passo importante para se sentir melhor.

Dicas para lidar com a culpa materna

  • Fale com outras mães: conte o que você está sentindo e ouça as histórias delas, isso pode fazer você se sentir menos sozinha;
  • Seja gentil consigo: entenda que está tudo bem em não ser uma mãe perfeita. Porque, além de não existir, poderia prejudicar o desenvolvimento do filho. Não é esperado que as pessoas tenham mães perfeitas, mas, sim, possíveis, ou suficientemente boas;
  • Cuide de você: é muito importante reservar um tempo para cuidar da sua mente e do seu corpo;
  • Busque ajuda se precisar: se a culpa estiver difícil de manejar, procurar um profissional pode ajudar muito.

Por Tais Gomes

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