6 exercícios que podem ajudar na recuperação após a trombose
Após um episódio de trombose, é comum que muitos pacientes tenham receio de voltar a se movimentar por medo de agravar o quadro. No entanto, quando liberada pelo médico, a prática de exercícios faz parte do processo de recuperação e pode trazer benefícios para a circulação sanguínea, a força muscular e a qualidade de vida. […]
27/07/2026 20h00, Atualizado há 22 horas
Após um episódio de trombose, é comum que muitos pacientes tenham receio de voltar a se movimentar por medo de agravar o quadro. No entanto, quando liberada pelo médico, a prática de exercícios faz parte do processo de recuperação e pode trazer benefícios para a circulação sanguínea, a força muscular e a qualidade de vida.
Segundo Vagner de Oliveira, professor do curso de Fisioterapia da Faculdade Anhanguera, o retorno às atividades deve ser gradual e respeitar as condições clínicas de cada paciente. “Após a trombose, o movimento passa a ser um importante aliado da recuperação. A fisioterapia contribui para melhorar a circulação, reduzir limitações funcionais e favorecer o retorno seguro às atividades do dia a dia, sempre de acordo com a orientação da equipe de saúde”, explica.
A seguir, confira 6 exercícios que costumam fazer parte dos programas de reabilitação após a trombose.
1. Flexão e extensão dos tornozelos
Movimentar os pés para cima e para baixo ativa a musculatura da panturrilha, conhecida como uma importante “bomba” para o retorno do sangue ao coração. Segundo Vagner de Oliveira, esse é um dos exercícios mais utilizados nas fases iniciais da recuperação por ser simples, seguro e contribuir para estimular a circulação dos membros inferiores.
2. Rotação dos tornozelos
Realizar movimentos circulares com os pés ajuda a manter a mobilidade das articulações e favorece a ativação muscular da região. “A combinação de diferentes movimentos dos tornozelos auxilia na manutenção da amplitude de movimento e pode contribuir para reduzir a sensação de rigidez durante a recuperação”, destaca o fisioterapeuta.
3. Elevação dos calcanhares
O exercício consiste em elevar lentamente os calcanhares, permanecendo apoiado na ponta dos pés por alguns segundos antes de retornar à posição inicial. Segundo o especialista, esse movimento fortalece a musculatura da panturrilha, contribuindo para o funcionamento adequado da circulação junto à movimentação do tornozelo, indicado no primeiro tópico.

4. Caminhadas leves
Caminhadas curtas costumam ser introduzidas de forma progressiva, preparando o paciente para o retorno às atividades do dia a dia. Além de estimular a circulação, caminhar ajuda na recuperação do condicionamento físico e da resistência muscular, sempre respeitando os limites individuais.
5. Alongamentos dos membros inferiores
Alongar panturrilhas, coxas e musculatura posterior das pernas ajuda a preservar a flexibilidade e reduzir a sensação de rigidez que alguns pacientes apresentam durante a recuperação. “Os alongamentos devem ser realizados de forma suave, sem provocar dor, respeitando sempre os limites do paciente”, orienta o professor.
6. Exercícios respiratórios
A respiração diafragmática e outras técnicas respiratórias também podem integrar o programa fisioterapêutico, especialmente em pacientes que permaneceram hospitalizados por períodos prolongados. Além de favorecer a expansão pulmonar, esses exercícios contribuem para a recuperação global e estimulam o retorno gradual às atividades diárias.
Sinais de alerta durante a reabilitação
Embora a atividade física seja uma importante aliada na recuperação, Vagner de Oliveira alerta que qualquer sinal de regressão no quadro deve ser informado ao médico responsável. “Dor intensa, aumento do inchaço, falta de ar ou qualquer alteração durante os exercícios precisam ser comunicados imediatamente à equipe de saúde. A reabilitação deve acontecer de forma segura, respeitando a evolução clínica e os objetivos de cada paciente”, finaliza.
Por Priscila Dezidério