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3 vitaminas do complexo B essenciais para a saúde cerebral

A alimentação é uma das principais aliadas da saúde cerebral e do bem-estar mental. Alguns nutrientes presentes nos alimentos contribuem para o funcionamento adequado do organismo e podem influenciar diferentes aspectos do cérebro. Entre eles, destacam-se as vitaminas do complexo B, especialmente B6, B9 e B12. De acordo com o Dr. Fabrício Hampshire, neurologista da […]

Por Edicase Conteúdo
10/08/2026 17h07, Atualizado há 1 mês

A alimentação é uma das principais aliadas da saúde cerebral e do bem-estar mental. Alguns nutrientes presentes nos alimentos contribuem para o funcionamento adequado do organismo e podem influenciar diferentes aspectos do cérebro. Entre eles, destacam-se as vitaminas do complexo B, especialmente B6, B9 e B12.

De acordo com o Dr. Fabrício Hampshire, neurologista da Casa de Saúde São José, essas vitaminas atuam conjuntamente em diversas funções no cérebro. Desde a produção de neurotransmissores, a formação e manutenção da mielina, capa que protege os neurônios, até o controle dos níveis de homocisteína, substância que, quando elevada, pode se tornar tóxica para o sistema nervoso.

Sinais de alerta para a deficiência de cada vitamina

A deficiência de vitaminas B6, B9 e B12 pode colaborar para o agravamento neurológico, causando dificuldade de concentração, raciocínio lento, falhas de memória, cansaço mental, irritabilidade, sintomas depressivos e maior risco de comprometimento cognitivo para idosos. Segundo o Dr. Fabrício Hampshire, os principais sinais de alerta para a deficiência de cada tipo de vitamina são: 

  • B12: formigamento nas mãos e nos pés, dormência, falhas na memória, desequilíbrio ao caminhar, fadiga, confusão mental, língua dolorida ou avermelhada;
  • B9: cansaço, palidez, irritabilidade e dificuldade de concentração;
  • B6: irritabilidade, alterações de humor, sonolência, neuropatia periférica e até convulsões.

Em um nível mais grave, a deficiência de vitamina B12, por exemplo, favorece a ocorrência de convulsões — por deixar a atividade elétrica cerebral menos controlada e os neurônios mais sensíveis a estímulos, reduzindo a tolerância do cérebro a crises convulsivas — assim como alterações cognitivas, como esquecimento.

Alimentos ricos em vitaminas do complexo B

Uma alimentação variada e equilibrada pode ajudar a garantir boas fontes dessas vitaminas. No geral, os alimentos ricos em cada tipo de vitamina B são:

  • B6: carnes, frango, peixe, banana, batata e grão de bico;
  • B9: vegetais verde-escuros, como espinafre, couve e brócolis, feijões, lentilhas e abacate. É recomendado o consumo de vegetais crus ou levemente cozidos no vapor para ajudar a preservar os nutrientes;
  • B12: alimentos de origem animal, como carnes, leite, ovos e derivados. 
médica e paciente sentadas uma de frente para a outra. médica segura frasco de remédio e sorri.
A suplementação de vitaminas do complexo B deve ser indicada de forma individualizada e diante de necessidades específicas (Imagem: Pixel-Shot | Shutterstock)

Quando é indicada a suplementação de vitaminas?

A suplementação de vitaminas do complexo B só gera benefícios para o paciente quando realmente há deficiência e deve ser realizada por meio do atendimento médico e nutricional. De acordo com Ana Paula Pereira, coordenadora do Serviço de Nutrição e Dietética (SND) da Casa de Saúde São José, a indicação acontece em situações específicas com deficiência comprovada em exames, como dietas restritivas, gestação, doenças que afetam a absorção intestinal e uso de determinados medicamentos.

Se a pessoa já apresenta níveis adequados de vitaminas, a suplementação não vai trazer os benefícios esperados, como o aumento significativo de energia. Além disso, o uso indiscriminado pode trazer riscos à saúde.

“Altas doses de vitamina B6, por exemplo, causam alterações neurológicas, como formigamentos e perda de sensibilidade em alguns casos. Já o excesso de ácido fólico pode mascarar sintomas de deficiência de B12, atrasando o diagnóstico. Embora a vitamina B12 tenha baixa toxicidade, seu uso sem necessidade não é recomendado. Por isso, é fundamental ter consciência antes de iniciar qualquer suplementação e buscar orientação de um profissional de saúde, como médico ou nutricionista, para uma avaliação individualizada”, finaliza Ana Paula Pereira.

Por Bernardo Bruno

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