Atenção com a saúde
A saúde da população é algo precioso demais para ficar restrito à contenção de gastos de agentes terceirizados que atuam em nome do Estado
19/10/2024 09h43, Atualizado há 18 meses
Saúde | Pixabay

Nos últimos dias o noticiário tem repercutido a investigação, após denúncias, de infecção por HIV de pacientes transplantados no Rio de Janeiro. Reportagem da BandNews FM apontou o caso de infecção de seis pessoas após o procedimento, tendo um laboratório da Baixada Fluminense feito os testes que deixaram escapar a contaminação.
A Secretaria Estadual da Saúde corre atrás do prejuízo, por assim dizer, após o caso ter sido exposto e mostrar a fragilidade do sistema e até mesmo a fraude criminosa que parece se confirmar com a negligência de tão importante trabalho.
A saúde da população é algo precioso demais para ficar restrito à contenção de gastos de agentes terceirizados que atuam em nome do Estado. Isso não pode acontecer.
Os governos de um modo geral, municípios, estados e União acabam não investindo suficientemente na atenção à saúde da população e por vezes contratam empresas privadas para o trato das pessoas. Nada contra, temos empresas sérias, mas esse caso do Rio de Janeiro nos mostra que a fiscalização é algo que não pode deixar passar situações assim.
As últimas eleições municipais mostraram as bandeiras dos candidatos e especialmente os planos para eliminação de filas de consultas e exames. Em Mogi das Cruzes a discussão se deu muito forte em relação ao atendimento de pronto socorro, a reabertura do Hospital Luzia de Pinho Mello que mantém seu pronto socorro fechado, sobrecarregando a Santa Casa de Mogi, além do debate sobre uma nova maternidade.
O caso do Rio de Janeiro é o exemplo do que não queremos, isto é, uma terceirização que com o passar do tempo buscou economizar perdendo a vigilância de protocolos que garantiam o bom serviço público.
A atenção com a saúde da população é algo que não deve se pautar apenas pelo lucro do prestador de serviços, é preciso conciliar isso com o real interesse público.
“Se a saúde pública é bandeira eleitoral, deve também ser objeto de atenção contínua em qualquer mandato”