Potencial ESG: Hora de por em prática
O momento é de deixar a teoria e ir à prática
11/03/2023 08h34, Atualizado há 25 meses
Sustentabilidade | Reprodução - Freepik
Uma discussão sobre a economia baseada em desenvolvimento econômico combinado à preservação do meio ambiente esta semana colocou o Brasil como uma das potências entre os países emergentes, sobretudo pela combinação de floresta, matriz energética e altos percentuais de fontes renováveis, inclusive com o nível crescente de chuva dos últimos tempos que só aumenta esse potencial, somado ainda às questões de capital humano. No entanto, o momento é de deixar a teoria e ir à prática.
O assunto foi tratado durante o encontro Missão Ambição 2030, um encontro de cerca de 500 lideranças empresariais, sociedade civil e autoridades governamentais, realizado em parceria do Pacto Global da ONU no Brasil e a AYA Earth Partners. Entre os nomes que participaram está o do economista, consultor de negócios e organizador de coalizões Jeremy Oppenheim. Ele visita o país de tempos em tempos e fez uma abordagem bastante interessante: o Brasil tem todos os pré-requisitos para virar uma potência, mas é importante abandonar sistemas produtivos de baixa produtividade.
O mundo passa por muitos desafios geopolíticos, alavancadas por questões como a guerra entre a Rússia e Ucrânia e a limitação de energia na Europa, então o país que tem potencial para a cadeia produtiva ganha destaque. Mas, ao passo que tudo isso acontece, a nossa região vive uma espécie de descanso. A confirmação disso está na colocação dos nossos municípios no Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades, que avalia em 17 setores socioeconômicos o potencial dos municípios. No ranking nacional, de 5.570 cidades, as três maiores economias da nossa região não aparecem nem mesmo entre os 100 colocados. Itaquaquecetuba está na posição 2.362, Mogi das Cruzes em 399 e Suzano em 998. O melhor resultado do Alto Tietê é o de Arujá, que ocupa o número 112.
Hoje em dia o ESG é caminho sem volta, um momento de transformação, muito semelhante com o que a gente viveu na década de 1990, quando se falava em economia digital, impulsionada pela internet. Em 20 anos, as atividades ligadas à economia verde serão determinantes. Quem não se adequar a isso, principalmente nas questões de carbono zero, vai ficar de fora. Todo dirigente, dos mais diversos setores de produção: do novo alimento, mercado imobiliário, as áreas de logística e transporte, eletrificação, energia, têm de pensar e agir ESG.
A velocidade de atender a esses requisitos é rápida e o fluxo de capital e dinheiro caminham para esse rumo.
Claudio Costa é economista e diretor executivo da AGFE