São Paulo “continuará vacinando” adolescentes contra a Covid-19
Assim como Mogi das Cruzes e outras cidades da região, o Estado de São Paulo não acatará a decisão do Ministério da Saúde, que tirou adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades da lista de grupos cuja vacinação contra a covid-19 é recomendada. Em um comunicado à imprensa, a gestão de João Doria (PSDB) […]
16/09/2021 15h09, Atualizado há 688 meses
Assim como Mogi das Cruzes e outras cidades da região, o Estado de São Paulo não acatará a decisão do Ministério da Saúde, que tirou adolescentes de 12 a 17 anos sem comorbidades da lista de grupos cuja vacinação contra a covid-19 é recomendada. Em um comunicado à imprensa, a gestão de João Doria (PSDB) é direta ao afirmar que “continuará vacinando” este público.
No texto, “SP lamenta a decisão do Ministério da Saúde, que vai na contramão da orientação do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e de autoridades sanitárias de outros países”. Para justificar, o documento cita a aplicação da vacina em adolescentes “já realizada nos EUA, Chile, Canadá, Israel, França, Itália, dentre outras nações”.
A nota ainda afirma que a decisão do Ministério da Saúde “cria insegurança e causa apreensão”, além de “menosprezar o impacto da pandemia na vida deste público”. Confira a seguir, na íntegra:
“NOTA À IMPRENSA
O Governo de SP informa que continuará vacinando os adolescentes de 12 a 17 anos de idade por recomendação do Comitê Científico do Estado. A imunização começou em SP no dia 18 de agosto e já foram imunizadas cerca de 2,4 milhões de pessoas, ou seja, 72% deste público.
SP lamenta a decisão do Ministério da Saúde, que vai na contramão da orientação do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Saúde (Conass) e de autoridades sanitárias de outros países. A vacinação nessa faixa etária já é realizada nos EUA, Chile, Canadá, Israel, França, Itália, dentre outras nações. A medida cria insegurança e causa apreensão em milhões de adolescentes e famílias que esperam ver os seus filhos imunizados, além de professores que convivem com eles.
Coibir a vacinação integral dos jovens de 12 a 17 anos é menosprezar o impacto da pandemia na vida deste público. Três a cada dez adolescentes que morreram com COVID-19 não tinham comorbidades em São Paulo. Este grupo responde ainda por 6,5% dos casos e, assim como os adultos, está em fase de retomada do cotidiano, com retorno às aulas e atividades socioculturais.
Infelizmente, e mais uma vez, as diretrizes do Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde chegaram com atraso e descompassadas com a realidade dos estados, que em sua maioria já estão com a vacinação em curso.
Governo do Estado de São Paulo”.