Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

NULL NULL

Quantidade de agências bancárias cai 10,8%, mas correspondentes aumentam nos últimos três anos

Apesar de todos os municípios do país ainda contarem com pelo menos um ponto físico de atendimento para serviços financeiros, 17,4 milhões de pessoas não têm acesso a uma agência bancária na sua região. A informação consta no Relatório de Cidade Financeira divulgado nesta quinta-feira pelo Banco Central (BC). O documento é elaborado a cada […]

Por O Diário
11/11/2021 16h02, Atualizado há 688 meses

Apesar de todos os municípios do país ainda contarem com pelo menos um ponto físico de atendimento para serviços financeiros, 17,4 milhões de pessoas não têm acesso a uma agência bancária na sua região. A informação consta no Relatório de Cidade Financeira divulgado nesta quinta-feira pelo Banco Central (BC).

O documento é elaborado a cada três anos e analisa o desenvolvimento da inclusão e educação financeira no país. Os dados do BC mostram uma redução no número de agências bancárias, mas um aumento significativo na quantidade de correspondentes e postos de atendimento no último triênio.

Em 2018, eram 21,2 mil agências bancárias no país, número que caiu para 18,9 mil em 2020, uma queda de 10,7%.

Já o número de correspondentes subiu 11,9%, de 118,4 mil para 210,6 mil em três anos, mesma trajetória dos postos de atendimento, que eram 15,9 mil em 2018 e chegaram a 18 mil no ano passado.

No total, o número de postos de atendimento subiu de 256 mil em 2018 para 276,3 mil em 2020. No ano passado, 408 municípios eram atendidos apenas por correspondentes, como lotéricas e o Banco Postal.

Segundo o relatório, a quantidade de agências bancárias se reduziu em cidades de todos os tamanhos, desde as com menos de 10 mil habitantes, até as metrópoles com mais de 1 milhão de pessoas.

Por outro lado, a substituição desse atendimento vem ocorrendo de forma diferente. Nas cidades menores, com até 50 mil pessoas, são os correspondentes bancários que ganham força, já em municípios maiores, é o número de postos de atendimento que cresce mais.

O documento também aponta que o auxílio emergencial impulsionou a inclusão das pessoas no sistema financeiro. Em 2020, o número de pessoas subiu quase 10%, 14 milhões de pessoas passaram a ter algum tipo de relação com bancos, cooperativas ou fintechs.

Com isso, 96% dos adultos no país tem relacionamento com alguma instituição financeira. Em 2017, o número era de 85%.

 “Parcela relevante dessa expansão parece estar relacionada a outro fator de impacto na vida financeira dos brasileiros em 2020: o Programa de Auxílio Emergencial, que gerou efeitos relevantes para a cidadania financeira de seus beneficiários”, aponta.

Para receber o auxílio, muitos beneficiários acabaram sendo cadastrados no aplicativo Caixa Tem, o que contribuiu para o número. Além disso, muitos passaram a ser clientes de instituições de pagamento, figura em que muitas fintechs são incluídas.

O número de postos de atendimento é um dos fatores considerados no cálculo do Índice de Cidadania Financeira (ICF) do BC.  O objetivo é avaliar as regiões do país sobre o acesso das pessoas à educação financeira e aos serviços financeiros.

No geral, o índice melhorou desde 2017, subiu de 43,4 para 45,1 no ano passado, mas as diferenças regionais se mantêm. O Distrito Federal e o estado de São Paulo obtiveram os melhores resultados e todos os outros estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste ficaram acima da média nacional.
No Norte e Nordeste, apenas o Sergipe registrou um resultado acima da média nacional. Nas três últimas posições ficaram Amapá, Amazonas e Pará.

Segundo o relatório, o Pix tem potencial de “alavancar” a inclusão financeira digital no país. Utilizando dados de março de 2021, o BC aponta que 34,9% da população adulta cadastrada no CadÚnico já tinha pelo menos uma chave Pix e 21,4% já havia enviado dinheiro pelo novo meio.
Entre os beneficiários do Bolsa Família, o número é um pouco menor, 25,3% tinham chave Pix e 12,7% haviam utilizado para enviar recursos.

O relatório aponta que apesar da adoção “razoável”, ainda há alguma diferença entre esses índices e os do restante da população brasileira, o que pode indicar um “caminho ainda a ser percorrido” para inclusão financeira da população de baixa renda.

“O acesso a serviços financeiros digitais oferece oportunidades para superar alguns dos entraves da exclusão financeira, que podem estar relacionados a infraestrutura física de atendimento e altos custos. Há um enorme potencial de inclusão financeira digital por meio do Pix, com a oferta de transações financeiras rápidas, seguras, convenientes e de baixo custo”, aponta o documento.

Mais noticias

Erva-doce: 7 benefícios da planta para a saúde e formas de consumo

Frutas típicas de agosto: 8 opções para incluir na alimentação

5 orações poderosas para o Dia dos Pais

Veja Também