PT aprova federação em texto que abre caminho para alianças de Lula com o centro
O diretório nacional do PT aprovou nesta quinta-feira (24) um texto elaborado pela corrente majoritária do partido, a CNB, que dá aval para a formação da federação com o PCdoB e o PV e ao mesmo tempo abre caminho para alianças com o centro em torno da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. […]
24/03/2022 16h57, Atualizado há 689 meses
O diretório nacional do PT aprovou nesta quinta-feira (24) um texto elaborado pela corrente majoritária do partido, a CNB, que dá aval para a formação da federação com o PCdoB e o PV e ao mesmo tempo abre caminho para alianças com o centro em torno da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Foram 47 votos a favor, o que equivale a 65% dos que participaram da votação. O documento ainda deve receber emendas. “Esta federação apresentará ao Brasil o nome de Lula para liderar a oposição a Bolsonaro, consolidará a coligação com o Partido Socialista Brasileiro (PSB) em torno do nome de Lula, bem como com a federação PSOL-Rede, cuja criação saudamos”, afirma a versão preliminar do documento.
Os petistas também manifestam a esperança de ampliar a aliança em torno da candidatura de Lula. “Ainda seguiremos dialogando com os outros partidos de oposição ao governo Bolsonaro no sentido da ampliação do campo de apoio à candidatura de Lula”.
O documento ainda fala que “para derrotar o bolsonarismo é preciso dar uma resposta de unidade da sociedade brasileira”. Todas e todos que decidirem pelo enfrentamento a Bolsonaro como prioridade política dos próximos meses terão no PT um aliado para aquela que será a eleição mais importante que já enfrentamos”, diz.
Não há menção direta à entrada de Geraldo Alckmin, que na quarta-feira se filiou ao PSB, na chapa, mas o texto fala que a composição da candidatura deve deixar explícita a ampliação do campo: “A candidatura de Lula deverá trazer, já na composição da chapa de presidente e vice-presidente, a ampliação e a unidade que se espera das forças de oposição ao governo nesta quadra da história”.
O texto deixa aberta a hipótese que grupos que não estiveram com o PT no passado se juntem ao partido:“Quem outrora não esteve conosco é mais do que bem vindo a participar deste movimento que devolverá a cadeira de presidente da República ao povo.”
O documento também fala na necessidade de composição com candidaturas estaduais: “O PT não medirá esforços para agrupar e expandiras alianças que pavimentam este bloco histórico, sabendo compor em uma mesma tática nacional a pluralidade de movimentos e candidaturas que porventura existam nos estados sem que isto faça enfraquecer o principal objetivo desta eleição.”