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Número de mortos em Petrópolis chega a 80; mas pode crescer mais

A tempestade que atingiu Petrópolis, na zona serrana do Rio de Janeiro, na última terça-feira (15), deixou ao menos 80 mortos, segundo informações divulgadas nesta tarde pelo Corpo de Bombeiros. A cidade vive em estado de calamidade pública decretada pela Prefeitura e as opiniões são unânimes: o número de mortos poderá subir ainda mais em […]

Por O Diário
16/02/2022 18h09, Atualizado há 689 meses

A tempestade que atingiu Petrópolis, na zona serrana do Rio de Janeiro, na última terça-feira (15), deixou ao menos 80 mortos, segundo informações divulgadas nesta tarde pelo Corpo de Bombeiros. A cidade vive em estado de calamidade pública decretada pela Prefeitura e as opiniões são unânimes: o número de mortos poderá subir ainda mais em razão da grande quantidade de casas que foram soterradas com pessoas em seu interior, em diversos pontos da cidade. Só no Morro da Oficina, um dos pontos mais atingidos pela chuva acompanhada de ventos, dezenas de casas foram atingidas pela grande quantidade de lama que deslizou das encostas. O comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Leandro Monteiro,  disse que “há inúmeros desaparecidos”, sem fazer especulações maiores sobre a situação.

O drama de moradores em busca de pessoas desaparecidas é visível em locais como o Morro da Oficina, Quitandinha, Caxambu e Floresta, onde os deslizamentos de encostas foram mais violentos. O total de residências soterradas é muito grande. E os bombeiros estão se valendo da ajuda de cães farejadores para tentar encontrar vítimas sob os escombros. Os corpos já encontrados foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML) da cidade. E também é grande o número de alimentos, colchões, cobertores e outros  tipos de ajudas que estão sendo enviados a Petrópolis por pessoas do Rio de Janeiro e adjacências.  Uma grande quantidade de “quentinhas” foi mostrada por emissoras de televisão sendo encaminhadas para locais que recebem os desabrigados.

Em meio a um cenário que lembra muito as destruições provocadas por bombardeios entre países em guerra, moradores antigos de Petrópolis são unânimes em afirmam que nunca viram uma chuva tão forte quanto a que atingiu parte da cidade a partir da tarde de terça-feira. A chuva caiu concentrada em alguns pontos da cidade, tornando-se ainda mais volumosa e com poder de destruição muito maior.

Nas emissoras de televisão, imagens gravadas por moradores  no Morro da Oficina, no bairro Alto da Serra, mostram uma encosta indo abaixo, arrastando construções. Num dos vídeos, pessoas em desespero retiram às pressas crianças de dentro da Escola Municipal Vereador José Fernandes da Silva.

Apesar de não haver chovido durante o dia, o que possibilitou que o nível de alguns rios que cortam a cidade baixasse, ainda é possível encontrar veículos empilhados por conta da força da água. Uma das imagens mais impressionantes mostrava dois ônibus “achatados” um contra o outro, dentro de um desses rios. Para onde se olhasse durante o dia de hoje, nas ruas de Petrópolis, só se vê desolação, lama, casas destruídas ou avariadas, postes caídos, fiações soltas que só não oferecem perigo porque a energia elétrica foi cortada em toda a cidade por conta da  derrubada de postes e transformadores.

O governador do Rio, Claudio Castro, que era esperado para uma entrevista, durante a tarde desta quarta-feira (16), tem procurado dar uma injeção de ânimo geral, ao afirmar que não deverão faltar recursos para a reconstrução da cidade e para ajudar as pessoas que perderam tudo que tinham, inclusive a vida de familiares. Uma imagem emblemática do dia, foi a de uma mulher, Gisele, que descalça e sem qualquer tipo de equipamento de proteção, revirava a lama e escombros, tentando  encontrar a filha, Maria Eduarda, que desapareceu após o deslizamento de uma encosta sobre o casa da família que ficou totalmente soterrada.

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