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MPF abre investigação sobre deslizamento em Ouro Preto

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento administrativo nesta quinta-feira para investigar ascausas do desabamento de imóveis históricos, entre eles o “Solar Baeta Neves”, do final do século XIX,  que compunha o conjunto arquitetônico e urbanístico de Ouro Preto.  O deslizamento ocorreu no Morro da Forca, localizado no centro da cidade. O MPF informou que […]

Por O Diário
13/01/2022 18h00, Atualizado há 689 meses

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento administrativo nesta quinta-feira para investigar ascausas do desabamento de imóveis históricos, entre eles o “Solar Baeta Neves”, do final do século XIX,  que compunha o conjunto arquitetônico e urbanístico de Ouro Preto. 

O deslizamento ocorreu no Morro da Forca, localizado no centro da cidade. O MPF informou que vai apurar as circunstâncias do desabamento da encosta e pediu informações aos órgãos responsáveis. Segundo o Corpo de Bombeiros, as duas construções atingidas estavam vazias e não houve vítimas.

O conjunto arquitetônico de Ouro Preto foi declarado patrimônio mundial pela Unesco em 1980. Em ofício ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), o MPF solicitou que o órgão apresente informações sobre a extensão dos danos culturais e também a indicação de outros imóveis em situação de risco. Pediu ainda esclarecimento sobre as medidas a serem tomadas para preservação do patrimônio histórico. 

Também foram solicitadas informações à Prefeitura de Ouro Preto.  O MPF quer saber se há risco de novos deslizamentos que possam atingir outros imóveis e quais providências o município irá tomar. 

O Iphan informou que representante do escritório técnico esteve no local poucos minutos após o desastre “e vem acompanhando o andamento da situação”.De acordo com a assessoria será priorizada as orientações em relação aos projetos referentes ao PAC das Encostas. Para uma avaliação sobre a reconstrução do Solar, será necessário aguardar a limpeza da área e os riscos de outros deslizamentos. 

Em nota, o governo de Minas informou que captou, em 2012, recursos federais para obras de contenção de encostas em Ouro Preto, mas os projetos ficaramparados. A pós o início da atual gestão, em 2019, os projetos foram retomados e precisaram de revisão. 

“Os projetos de Ouro Preto demandaram metodologia de sondagem adicional àquela contratada inicialmente, em virtude das características do solo daregião. Tendo em vista a importância do tema, a prefeitura de Ouro Preto se comprometeu a apoiar o Estado com a realização da referida sondagem. No entanto, diante da complexidade do serviço, o mesmo ainda não foi concluído”, diz a nota.

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