Diário Logo

Encontre o que você procura!

Digite o que procura e explore entre todas nossas notícias.

NULL NULL

Milton Ribeiro é exonerado do cargo; decisão foi publicada no Diário Oficial

Alvo de uma investigação da Polícia Federal e pressionado por lideranças evangélicas, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, foi exonerado do cargo nesta segunda-feira (28). A demissão “a pedido” foi publicada no Diário Oficial e assinada pelo presidente Jair Bolsonaro. Em carta de demissão entregue ao presidente mais cedo, Ribeiro afirmou que estava se afastando devido […]

Por O Diário
28/03/2022 18h23, Atualizado há 689 meses

Alvo de uma investigação da Polícia Federal e pressionado por lideranças evangélicas, o ministro da Educação, Milton Ribeiro, foi exonerado do cargo nesta segunda-feira (28). A demissão “a pedido” foi publicada no Diário Oficial e assinada pelo presidente Jair Bolsonaro. Em carta de demissão entregue ao presidente mais cedo, Ribeiro afirmou que estava se afastando devido a um senso de “responsabilidade política e patriotismo”.

Ele é o quarto ministro da pasta a cair durante o governo do presidente Jair Bolsonaro – antes dele, passaram pelo posto Ricardo Velez, Abraham Weintraub e Carlos Decotelli (este último foi nomeado, mas não chegou a tomar posse). O mais cotado para assumir o lugar de Ribeiro é o secretário-executivo, Victor Godoy Veiga. O atual número 2 da pasta é servidor de carreira da Controladoria-Geral da União (CGU) e está no MEC desde julho de 2020.

Ribeiro deixa o ministério em meio a denúncias de que dois pastores evangélicos, Arilton Moura e Gilmar Santos, da Assembleia de Deus Ministério Cristo para Todos, atuavam como lobistas da pasta e pediam propina a prefeitos para destravar recursos da Educação. Conforme reportagem do jornal GLOBO, as vantagens indevidas envolviam até a aquisição de Bíblias pelas gestores municipais. Num áudio divulgado pelo jornal “Folha de S. Paulo”, Ribeiro disse que prefeitos acompanhados pelos pastores eram priorizados a pedido de Bolsonaro. “Foi um pedido especial que o presidente da República fez para mim sobre a questão do Gilmar”.

Na última sexta-feira, a Polícia Federal abriu dois inquéritos para apurar as suspeitas de que houve favorecimento na distribuição de verbas do ministério. A investigação foi pedida pela Procuradoria Geral da República, que levou em conta indícios dos crimes de corrupção passiva, tráfico de influência, prevaricação e advocacia administrativa.

Na carta de licença, Ribeiro lembrou que recebeu uma denúncia anônima sobre a atuação deles em agosto de 2021, à qual encaminhou “imediatamente” à Controladoria-Geral da União (CGU). “São quatro os pilares que me guiam: Deus, família, honra e meu país. (…) Assim, levando em consideração os aspectos citados, decidi solicitar ao presidente Bolsonaro a exoneração do cargo de ministro, a fim de que não paire nenhuma incerteza sobre minha conduta e do governo federal”, escreveu Ribeiro.

Resistente à ideia de demitir o ministro quando estourou o escândalo na última semana, o presidente Bolsonaro mudou de ideia no fim de semana e decidiu afastar o ministro com a escalada da crise. Na última quinta-feira, ele chegou a afirmar que colocava “a cara no fogo” pelo mnistro. Segundo interlocutores, Bolsonaro foi convencido a aceitar a renúncia do ministro após perceber que ele estava disposto a entregar o cargo para dissipar a pressão de aliados evangélicos do governo e de integrantes dos Três Poderes.

A carta de afastamento de Milton foi redigida ao longo do fim de semana. Nesta segunda-feira, a pressão aumentou com apelos públicos de representantes do segmento evangélico, como o deputado Marco Feliciano e o pastor Silas Malafaia, para que ele se afastasse o mais rápido possível. Segundo eles, além de atingir o governo, as acusações estavam prejudicando a imagem do segmento religioso em ano eleitoral.

Trajetória

Milton Ribeiro chegou ao MEC em julho de 2020 após uma crise envolvendo o ex-ministro Abraham Weintraub, que caiu após escalada de tensão com outros poderes da República. O pastor teve como um dos principais fiadores de sua candidatura ao MEC o atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. Na época, alas influentes dos evangélicos foram contra a nomeação de Ribeiro e queriam emplacar no cargo o atual reitor do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), Anderson Correia.

Mais noticias

Veja 3 filmes imperdíveis que chegam aos cinemas nesta quinta-feira, 06 de agosto de 2026

Matcha: 3 receitas fáceis para fazer em casa 

5 países com praias paradisíacas para conhecer nas próximas férias

Veja Também