Integrante da delegação brasileira em NY tem teste de Covid positivo, diz fonte
Um diplomata que integra a delegação brasileira que está em Nova York para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) testou positivo para Covid-19. A informação foi revelada pela CNN Brasil e confirmada pelo Estadão com uma fonte que integra a comitiva. O diplomata não estava no mesmo voo do presidente Jair Bolsonaro Ele chegou […]
20/09/2021 15h28, Atualizado há 688 meses
Um diplomata que integra a delegação brasileira que está em Nova York para a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) testou positivo para Covid-19. A informação foi revelada pela CNN Brasil e confirmada pelo Estadão com uma fonte que integra a comitiva.
O diplomata não estava no mesmo voo do presidente Jair Bolsonaro Ele chegou antes a Nova York, segundo as informações preliminares que circulam entre integrantes da delegação. O diplomata que teve o teste positivo é parte da equipe precursora do governo que organizou os preparativos para a viagem, antes do desembarque do presidente e dos ministros, no último domingo, 19
Assessores do Itamaraty e da Presidência não confirmam a informação até o momento. O integrante contaminado está isolado em um quarto do hotel, segundo fontes, até que seja submetido a outro teste de Covid-19 e que a delegação brasileira consiga rastrear com quais pessoas ele manteve contato.
Bolsonaro viajou a Nova York (leia mais abaixo) sem estar vacinado contra Covid-19, mas parte dos ministros que o acompanha e diplomatas já estão imunizados com a vacina. O presidente tem dito que vai pensar se vai se vacinar após todos os brasileiros serem imunizados.
A princípio, a Organização das Nações Unidas anunciou que exigiria que todas as autoridades que vão participar do evento apresentassem comprovante de vacinação contra a covid-19. No entanto, o presidente da Assembleia-Geral da ONU, Abdullah Shahid, voltou atrás na última quinta-feira, 16, e notificou a delegação dos países por meio de carta enviada aos 193 Estados-membros da ONU sobre a não exigência do documento.
Dois episódios foram fundamentais para a mudança na orientação das Nações Unidas. O primeiro foi uma declaração da Rússia de que a exigência do documento seria discriminatória. Na sequência, o secretário-geral da ONU, António Guterres, disse em entrevista à Reuters que “não pode dizer a um chefe de Estado que não estiver vacinado que ele não pode entrar nas Nações Unidas”.
Por ser considerada território internacional, a sede da ONU não está sujeita às leis americanas, mas, em outras ocasiões, autoridades do órgão prometeram respeitar as orientações do governo local e federal de controle da pandemia.
Após entrar pela porta dos fundos de hotel, Bolsonaro come pizza na calçada em NY
Depois de entrar pela porta dos fundos do Hotel Intercontinental Barclay, em Nova York, para driblar manifestantes contrários, o presidente da República, Jair Bolsonaro, aproveitou a noite do domingo, 19, para comer pizza na calçada de um restaurante próximo ao local em que está hospedado. A pizzaria não possui espaço interno para refeições. Os clientes fazem os pedidos no balcão e retiram os produtos para viagem. No jantar, Bolsonaro esteve acompanhado de parte da comitiva que o acompanha na viagem.
O grupo está na cidade para participar da Assembleia-Geral das Nações Unidas (ONU).
As imagens do presidente e seus auxiliares comendo pizza na calçada foram publicadas pelo ministro do Turismo, Gilson Machado, nas redes sociais.
Além dele, também participaram do jantar o presidente da Caixa, Pedro Guimarães, o ministro da Justiça, Anderson Torres, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, e chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Luiz Eduardo Ramos.
As regras nova-iorquinas estabelecem que restaurantes da cidade confiram se os clientes estão vacinados contra a covid-19 antes de atendê-los em espaços internos. Ao comer na rua, Bolsonaro – que tem repetido que só será imunizado depois que todos os brasileiros tenham recebido a vacina – evitou a exigência.
Não é a primeira vez que Bolsonaro escolhe lugares populares para suas refeições durante viagens oficiais. Em sua primeira missão internacional, em janeiro de 2019, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, presidente almoçou no restaurante de um supermercado local.
Horas antes do jantar na calçada, alguns poucos manifestantes contra o governo aguardavam o presidente brasileiro com faixas na porta do hotel. Não havia apoiadores do presidente no local.
Em 2019, última vez que esteve em Nova York para participar presencialmente da Assembleia-Geral, Bolsonaro encontrou à sua espera manifestantes a favor e contra seu governo. Na ocasião, ele entrou pela porta da frente do hotel.
A outros hóspedes que entravam no hotel, o pequeno grupo de manifestantes gritava em português e inglês: “Bolsonaro genocida” e “criminoso”.
O avião presidencial pousou em Nova York às 16h30 do horário local. Diplomatas e seguranças esperavam o presidente na entrada, mas informaram à imprensa já perto das 18 horas que a comitiva presidencial havia entrado por uma porta traseira por determinação do Serviço Secreto americano.
Bolsonaro fará o discurso de abertura da Assembleia-Geral da ONU na terça-feira, 21. Nesta segunda-feira, ele se reúne com o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson.