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Governo de Minas e MP notificam a Vale a adotar medidas em 18 barragens perigosas

Com as fortes chuvas que assolaram Minas Gerais em dezembro e janeiro, ao menos 18 barragens com algum nível de emergência acionado deverão passar por intervenção em suas estruturas. A determinação é do governo mineiro e do Ministério Público do estado, que notificou a Vale, responsável por essas barragens, a prestar informações e adotar medidas […]

Por O Diário
20/01/2022 17h04, Atualizado há 689 meses

Com as fortes chuvas que assolaram Minas Gerais em dezembro e janeiro, ao menos 18 barragens com algum nível de emergência acionado deverão passar por intervenção em suas estruturas. A determinação é do governo mineiro e do Ministério Público do estado, que notificou a Vale, responsável por essas barragens, a prestar informações e adotar medidas preventivas.

Entre as estruturas mencionadas, três estão em nível 3 de emergência, o mais alto da escala: Forquilha III, na área rural de Ouro Preto, B3/B4, em Nova Lima, e Sul Superior, em Barão de Cocais. A Vale afirma que estas são acessadas somente por equipamentos remotos e não apresentam alteração estrutural.

“As três barragens já tiveram suas respectivas contenções finalizadas e as comunidades da Zona de Autossalvamento (ZAS) evacuadas desde 2019”, afirma a empresa, em nota. 

A ação do governo de Minas e o MPMG faz parte de uma análise feita em 31 barragens de mineração no etado. Além das 18 barragens da Vale, foram vistoriadas estruturas das empresas Arcelor Mittal e Minérios Nacional.

Segundo o governo mineiro, as outras 13 barragens não apresentaram nenhum dano ou anomalia causados pelas fortes chuvas e estão com o “comportamento esperado para o período chuvoso”.

De acordo com a Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e o MPMG, a Vale terá um prazo de dez dias para apresentar dados técnicos e informar sobre as medidas que serão adotadas pela empresa.

O poder público pede à empresa, entre outras ações, que mitigue e corrija processos erosivos no entorno das estruturas, faça a manutenção e limpeza dos sistemas de drenagem interna e reduza a contribuição pluvial sobre a barragem.
A Vale informa que foi notificada e que “está avaliando o teor do documento e cumprirá as determinações”. Disse ainda, em nota, que as equipes técnicas fazem neste momento “uma avaliação aprofundada para conduzir as melhorias necessárias nas estruturas, especialmente nos seus acessos, afetados pelas intensas chuvas em Minas Gerais dos últimos dias”. 
As fortes chuvas que atingiram o estado aumentaram a pressão sobre o nível de barragens e alarmaram cidades mineiras. No início do mês, a prefeitura de Pará de Minas emitiu um alerta máximo aos moradores sobre o risco de rompimento da barragem da Usina do Carioca. Em Ouro Preto, um deslizamento de terra destruiu imóveis históricos e assustou a população.

Em nota, a Feam e o MPMG reiteram que as notificações são “uma ação preventiva” e que por meio delas o poder público “tenta antecipar qualquer problema que possa ocorrer nesse período chuvoso”. Ainda segundo os mesmos órgãos, as barragens que não exigem medidas de manutenção imediatas continuam sendo monitoradas.

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